Braskem (BRKM5) despenca 7,04% e fecha a R$ 6,34; mercado reage
Braskem (BRKM5) cai 7,04% e fecha a R$ 6,34

As ações da Braskem (BRKM5) tiveram mais um dia de forte queda, com desvalorização de 7,04% nesta quarta-feira, fechando a R$ 6,34. O movimento ocorre em meio a um cenário de aversão a risco no setor petroquímico e notícias sobre a reestruturação da dívida da companhia.

Desempenho recente e contexto do mercado

A queda de hoje se soma a uma sequência de perdas recentes. Nos últimos cinco pregões, o papel acumula baixa de aproximadamente 12%, refletindo o pessimismo dos investidores em relação à capacidade da empresa de gerar caixa e honrar seus compromissos financeiros.

O mercado reage a informações de que a Braskem estaria em negociações avançadas com credores para alongar o perfil de sua dívida, que soma cerca de R$ 30 bilhões. Segundo analistas do setor, a empresa enfrenta desafios operacionais, como a alta do custo da nafta e a fraca demanda por resinas plásticas no mercado interno.

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Reação de analistas e especialistas

Em nota, o BTG Pactual afirmou que "a Braskem precisa de uma solução estrutural para sua dívida, e o mercado está precificando um cenário de estresse financeiro". Já o Credit Suisse destacou que "a queda das ações reflete a percepção de que a reestruturação pode ser mais complexa do que o esperado".

Procurada, a Braskem não comentou as negociações sobre a dívida. A companhia, controlada pela Novonor (ex-Odebrecht) e pela Petrobras, tem enfrentado pressão também por conta de investigações sobre supostas irregularidades em contratos.

Impacto no mercado e perspectivas

A forte desvalorização das ações BRKM5 tem impacto direto no valor de mercado da empresa, que já perdeu mais de R$ 5 bilhões em valor de mercado apenas neste mês. Investidores de varejo, que representam cerca de 30% da base acionária, são os mais afetados.

Para os próximos dias, a expectativa é de volatilidade, com a divulgação do balanço do quarto trimestre marcada para a próxima semana. Analistas projetam prejuízo líquido de R$ 1,2 bilhão no período, o que pode pressionar ainda mais as ações.

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