Bolsas de NY fecham em queda com temores de IA e pressão no setor de tecnologia
Bolsas de NY caem com temores de IA e tecnologia

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta sexta-feira, 26, em sessão marcada por volatilidade e extensão das perdas do setor de tecnologia, diante de temores sobre avaliações de empresas ligadas à inteligência artificial (IA). Investidores também ponderaram desdobramentos divergentes no Oriente Médio.

Desempenho dos índices

O Dow Jones caiu 0,11%, a 51.865,15 pontos, mas subiu 0,58% na semana. O S&P 500 recuou 0,06%, em 7.353,06 pontos, caindo 1,97% na semana. O Nasdaq teve baixa de 0,24%, encerrando nos 25.297,62 pontos, e tombando 4,60% na semana.

Mais cedo, os índices acionários chegaram a operar no positivo em meio a forte queda do petróleo e o avanço no sentimento do consumidor nos EUA em junho, mas logo voltaram a ficar voláteis.

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Alerta sobre endividamento e IA

O uso crescente de dívida para financiar infraestrutura e empresas de IA pode estar criando problemas futuros, alerta Raghuram Rajan, ex-presidente do banco central da Índia, acrescentando que alguns ativos ligados à tecnologia parecem excessivamente valorizados.

No setor de chips, a Micron cedeu 6,69%, a Intel caiu 3,42% e a Oracle recuou 2,53%. A ON Semiconductor derreteu 23,66% após concluir a compra da Synaptics (-3,68%). Sandisk (-10,46%) e Nvidia (-1,64%) também saíram prejudicadas no pregão.

Previsão de concentração no mercado

As chamadas “Sete Magníficas” se tornarão “Três Magníficas” em breve, com um comércio de mercado unificado chegando ao fim, prevê o CEO e fundador da consultoria financeira deVere Group, Nigel Green. Segundo ele, dentro de cinco anos apenas três gigantes tecnológicas ainda comandarão as avaliações premium associadas e serão vistas como vencedoras da revolução de IA.

Declarações do Fed

Em paralelo, o presidente do Federal Reserve (Fed) de Minneapolis, Neel Kashkari, disse acreditar que, no curto prazo, a IA vai ser inflacionária e espera um aumento de juros para este ano. Kashkari apontou preocupação com os preços no setor de serviços e afirmou que a tecnologia será inflacionária no curto prazo, estimando a manutenção das taxas americanas apenas em 2027.

Destaques positivos

Na ponta positiva, a Moderna disparou mais de 12% – no maior fechamento desde setembro de 2024 – e fez o setor de saúde (+3,07%) ter a melhor performance do dia. A biofarmacêutica revelou um programa experimental para doenças autoimunes. Já a FactSet subiu quase 11% ao anunciar uma nova ferramenta de investimento.

A SpaceX subiu 0,15%. A Bloomberg revelou que o enfraquecimento da demanda por títulos de dívida da empresa aeroespacial surpreendeu traders, enquanto o Financial Times informou planos da companhia de Elon Musk para competir no mercado de telefonia móvel dos EUA.

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