Bolsa sobe com payroll, mas perde fôlego; dólar estável
Bolsa sobe com payroll, mas perde fôlego; dólar estável

O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, impulsionado pelos dados de payroll dos Estados Unidos, que vieram abaixo do esperado e alimentaram expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve. No entanto, o índice perdeu fôlego no final do pregão, ficando longe das máximas do dia. O dólar, por sua vez, andou de lado, refletindo a cautela dos investidores.

Payroll fraco reforça apostas em cortes de juros nos EUA

O relatório de emprego dos EUA mostrou a criação de 206 mil vagas em junho, abaixo das 190 mil esperadas. A taxa de desemprego subiu para 4,1%, ante 4,0% em maio. Segundo analistas, os dados reforçam a visão de que o Fed pode iniciar um ciclo de afrouxamento monetário ainda neste ano, o que beneficiou ativos de risco como a bolsa brasileira.

Ibovespa sobe, mas perde força

Apesar do início positivo, o Ibovespa não conseguiu sustentar os ganhos ao longo da tarde. O índice fechou em alta de 0,3%, aos 127.500 pontos, bem distante da máxima do dia, que chegou a 128.200 pontos. “O mercado já precificou boa parte do otimismo com o payroll, e agora os investidores aguardam novos catalisadores, como a inflação ao consumidor nos EUA na próxima semana”, comentou um analista de uma corretora.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Dólar estável com cautela global

O dólar comercial encerrou o dia praticamente estável, cotado a R$ 5,45. A moeda americana oscilou entre leve alta e baixa, sem direção clara. “O mercado está em modo de espera, avaliando os próximos passos do Fed e os riscos fiscais domésticos”, afirmou um operador de câmbio.

Petróleo em leve alta com tensões geopolíticas

No mercado de commodities, o petróleo fechou em leve alta, influenciado pelas negociações entre EUA e Irã e pelas incertezas sobre o estreito de Ormuz. O Brent subiu 0,2%, para US$ 87,50 o barril. O Bank of America (BofA) manteve a Petrobras entre suas favoritas, apesar de prever petróleo mais baixo no médio prazo.

BlackRock corta recomendação para emergentes, mas vê oportunidades no Brasil

A BlackRock reduziu sua recomendação para bolsas emergentes, citando riscos de desaceleração global. No entanto, a gestora destacou “megaforças” no Brasil, como a transição energética e a digitalização, que podem gerar oportunidades seletivas.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar