Bolha sobe mais de 1% e dólar cai mesmo com ameaça de novas tarifas dos EUA
Bolha sobe mais de 1% e dólar cai com ameaça tarifária dos EUA

A Bolsa brasileira registrou alta superior a 1% nesta segunda-feira, interrompendo uma sequência de cinco quedas consecutivas, mesmo diante de novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos. O dólar, por sua vez, recuou, refletindo o otimismo do mercado com o desempenho de ações de setores-chave.

Desempenho do Ibovespa

O principal índice da Bolsa brasileira fechou em alta de 1,2%, aos 128.500 pontos, impulsionado principalmente por ações de empresas siderúrgicas e mineradoras. A Vale, maior peso do índice, disparou 4,5%, enquanto CSN, Usiminas e Gerdau subiram entre 7% e 9%.

Motivos da alta

Analistas apontam que a recuperação foi liderada pelo setor siderúrgico, beneficiado por uma tarifa menor imposta pelos EUA sobre o aço brasileiro, em comparação com outros países. Além disso, a queda do dólar tornou as exportações brasileiras mais competitivas, gerando expectativas positivas para o setor.

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Impacto das tarifas americanas

Os EUA anunciaram novas tarifas sobre produtos chineses, mas o Brasil foi alvo de medidas menos severas. O governo brasileiro, por meio do presidente Lula, afirmou que espera um telefonema de Donald Trump para explicar as medidas. Enquanto isso, o mercado interpretou a situação como favorável ao Brasil, reduzindo o risco de retaliações.

Dólar em queda

O dólar comercial caiu 0,8%, cotado a R$ 5,12, influenciado pelo fluxo de capital estrangeiro e pela melhora no cenário doméstico. Apesar da saída líquida de R$ 14,9 bilhões da Bolsa em maio, a maior desde 2022, o movimento de hoje foi de compra por parte de investidores estrangeiros.

Perspectivas para os próximos dias

O mercado continua atento às negociações comerciais entre EUA e Brasil, bem como à política monetária doméstica. A expectativa é de que a Selic permaneça elevada, mantendo o diferencial de juros favorável ao real.

Setor siderúrgico em destaque

As ações da CSN subiram 9,2%, Usiminas avançou 8,5% e Gerdau teve alta de 7,8%. O motivo foi a decisão dos EUA de impor tarifas menores ao aço brasileiro, em comparação com concorrentes como China e Rússia. Isso aumenta a competitividade das exportações brasileiras.

Vale puxa o índice

A Vale, maior exportadora de minério de ferro do mundo, viu suas ações subirem 4,5%, impulsionada pela alta do minério de ferro na China e pela expectativa de demanda aquecida.

Política e mercado

A visita do senador Flávio Bolsonaro aos EUA gerou controvérsias, mas não afetou negativamente o mercado. Trump publicou uma foto com Flávio, chamando-o de 'jovem inteligente'. No entanto, analistas avaliam que a política comercial americana deve continuar volátil.

O governo Lula busca diálogo com Washington, enquanto o Congresso discute medidas para proteger a indústria nacional. A Câmara dos Deputados analisa projetos de lei para reduzir a dependência de insumos estrangeiros.

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