Uma aeronave com 146 imigrantes haitianos pousou na manhã desta sexta-feira (17) no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na Região Metropolitana. O grupo chegou ao Brasil como parte de um processo de reunificação familiar, sem relação com deportações.
A chegada ocorreu por volta das 10h e contou com uma operação de acolhimento organizada por diferentes órgãos e instituições. Segundo informações do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e da BH Airport, concessionária responsável pelo terminal, uma estrutura foi montada para oferecer suporte inicial e orientação aos imigrantes logo após o desembarque.
Os atendimentos incluem acolhimento inicial, escuta qualificada, identificação de demandas e orientação sobre direitos, além de encaminhamentos à rede pública quando necessário. Também há apoio à regularização documental, com possibilidade de pré-documentação, e articulação para acesso a serviços sociais e de saúde nos locais de destino.
No local, foram disponibilizados tradutores de crioulo haitiano e francês, idiomas predominantes no Haiti, para facilitar a comunicação com os passageiros. Entre os envolvidos estão o Centro de Referência em Direitos para Repatriados e Migrantes do MDHC, a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e a Polícia Federal.
Ao todo, são 59 homens, 52 mulheres e mais 35 crianças e adolescentes acompanhados. O visto de reunião familiar permite que estrangeiros se juntem a parentes no Brasil e pode ser emitido por qualquer repartição consular brasileira no exterior, inclusive pela Embaixada do Brasil em Porto Príncipe, no Haiti.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, esse tipo de visto cresceu 252,9% entre 2024 e 2025, indicando um aumento expressivo na política de reunificação familiar no país. A crise social, política e de segurança no Haiti tem impulsionado a saída de milhares de pessoas em busca de melhores condições de vida.



