Ativos locais têm leve melhora após decisão do Fed por manter juros
Ativos locais melhoram após Fed manter juros

O mercado financeiro brasileiro apresentou uma leve melhora nesta quarta-feira, depois que o Federal Reserve (Fed) decidiu manter a taxa de juros nos Estados Unidos entre 5,25% e 5,50%, conforme amplamente esperado. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou em alta de 0,8%, aos 128.500 pontos, enquanto o dólar comercial recuou 0,5%, negociado a R$ 5,12.

Impacto da decisão do Fed no mercado doméstico

A decisão do Fed de não alterar os juros foi vista como um sinal de cautela, mas também de que o ciclo de aperto monetário pode estar próximo do fim. Segundo analistas do Banco XYZ, “a manutenção dos juros americanos reduz a pressão sobre o câmbio e abre espaço para ativos de risco, como os brasileiros”. O comunicado do Fed manteve o tom de que novas altas dependerão dos dados econômicos.

No mercado de juros futuros, as taxas recuaram levemente, com o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 caindo de 12,35% para 12,30%. Isso reflete a percepção de que o Banco Central brasileiro pode ter mais tranquilidade para conduzir a política monetária local.

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Dólar e Bolsa reagem positivamente

O dólar, que vinha operando pressionado nos últimos dias, inverteu a trajetória e caiu ante o real. A moeda americana encerrou o dia a R$ 5,12, menor valor em duas semanas. O movimento foi acompanhado por outras moedas emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano, que também se valorizaram.

Já o Ibovespa foi impulsionado por ações de empresas expostas ao mercado interno, como varejo e construção civil. As ações da Magazine Luiza subiram 2,5% e as da Cyrela avançaram 1,8%. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 24 bilhões, acima da média recente.

Perspectivas para os próximos meses

Analistas avaliam que a manutenção dos juros pelo Fed, combinada com sinais de desaceleração da economia americana, pode beneficiar ativos brasileiros no curto prazo. No entanto, alertam para riscos fiscais domésticos. “O mercado seguirá atento ao arcabouço fiscal e à tramitação de medidas no Congresso”, destacou a economista-chefe do Banco ABC, em nota.

A próxima reunião do Fed está agendada para setembro, e a expectativa é de que os juros permaneçam estáveis novamente, mas o mercado já precifica um possível corte em 2025. Até lá, os ativos locais devem continuar voláteis, acompanhando os dados de inflação e emprego nos EUA.

No cenário doméstico, o IPCA-15 de julho, divulgado recentemente, mostrou inflação de 0,30%, abaixo das projeções, reforçando a aposta de que o Banco Central poderá iniciar um ciclo de cortes na Selic ainda neste ano. A taxa básica de juros está atualmente em 13,75%.

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