Os juros futuros operam em alta em toda a curva na manhã desta terça-feira, 23, em sintonia com o dólar e após a leitura da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que sinalizou que “em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado”. Além disso, o comitê reconheceu explicitamente que o seu balanço de riscos para a inflação passou a ter uma “assimetria altista”.
Movimento dos DIs
Às 9h10, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia para máxima de 14,255%, de 14,217% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 avançava para 14,850%, de 14,773%, e o para janeiro de 2031 subia para 14,790%, de 14,714% no ajuste de ontem.
Contexto e Impacto
O movimento reflete a percepção do mercado de que o Copom adotará uma postura mais hawkish diante das expectativas inflacionárias desancoradas. A ata, divulgada nesta manhã, reforçou a necessidade de uma política monetária mais restritiva por um período prolongado, o que pressiona os juros futuros. O dólar também opera em alta, contribuindo para o cenário de aversão ao risco.



