Vale (VALE3) despenca 4,6% após rebaixamento do Morgan Stanley
Vale despenca 4,6% após rebaixamento do Morgan Stanley

As ações da Vale (VALE3) operam em forte queda de 4,59% a R$ 72,7 na B3 nesta quarta-feira (8), após o Morgan Stanley rebaixar a recomendação para a empresa de overweight (equivalente à compra) para equal-weight (neutra). O banco citou a revisão para baixo das projeções de preço do minério de ferro diante de uma perspectiva de excedente de oferta e de custos mais pressionados. Impactado pelo desempenho dos papéis da mineradora, o Ibovespa cede 0,97% aos 170.347,66 pontos nesta tarde.

Preço-alvo reduzido e desafios do setor

Além de alterar a recomendação, o banco também reduziu o preço-alvo para o American Depositary Receipt (ADR) da Vale de US$ 19,50 para US$ 16,50. Na visão do Morgan Stanley, há desafios crescentes para o mercado de minério com a projeção de menor produção global de aço, puxada pela China, o que elevaria os excedentes de oferta de minério transportado por via marítima.

A equipe de commodities do banco reduziu suas estimativas para o preço do minério em 2% a 4% entre 2026 e 2028 e passou a tratá-lo como a “commodity menos preferida” no cenário.

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Pressão de custos e estimativas abaixo do consenso

Em relação à Vale especificamente, o Morgan Stanley vê uma pressão de custos e estimativas abaixo do consenso. Para o segundo trimestre, o banco projeta lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) 9% inferior ao consenso e lucro por ação (EPS) 13% abaixo. Para 2026, a casa estima Ebitda 7% menor que o consenso e EPS 6% abaixo.

Renúncia no conselho agrava cenário

Na terça-feira (7), as ações da Vale já haviam sido pressionadas no pregão, caindo 2,04%, com a baixa do minério de ferro no exterior e a notícia de que Daniel André Stieler renunciou aos cargos de membro e de presidente do conselho de administração da companhia, com efeitos imediatos.

Com a renúncia de Stieler, deixa de ter efeito o primeiro item da pauta da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) marcada para 22 de julho, que previa a deliberação sobre a destituição do presidente do conselho. Os demais itens seguem inalterados para deliberação pelos acionistas.

A AGE havia sido convocada em meio à pressão da Previ pela saída de Stieler da presidência do conselho. Em 11 de junho, a entidade, que detém 7,01% do capital social da Vale, enviou uma correspondência à companhia solicitando a realização da assembleia para deliberar sobre a destituição de Stieler, a indicação de José Maurício Pereira Coelho para completar o mandato em curso e, caso a destituição fosse aprovada, a eleição do novo presidente do conselho.

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