Tesouro Reserva: guia completo sobre funcionamento, rendimento e como investir no novo título público
Tesouro Reserva: guia completo sobre funcionamento e rendimento

Em maio de 2026, o Tesouro Direto ganhou um novo integrante: o Tesouro Reserva. Criado para disputar espaço com a poupança, os CDBs de liquidez diária e as chamadas “caixinhas” dos bancos digitais, o título público veio para ampliar o acesso do público à renda fixa de forma simples e acessível.

A aposta do governo federal é democratizar o investimento em renda fixa, e a recepção inicial foi extremamente positiva. Duas semanas após o lançamento, o Tesouro Reserva ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em aplicações, tornando-se um dos títulos mais procurados da plataforma. Continue a leitura para entender o que é o Tesouro Reserva, como ele funciona e em quais situações ele pode ser mais vantajoso do que outras aplicações conservadoras.

Como funciona o Tesouro Reserva

No Tesouro Reserva, é possível realizar aplicações e resgates a qualquer momento, sem depender dos horários tradicionais do mercado, inclusive nos fins de semana e feriados. A única exceção ocorre diariamente, entre meia-noite e 1h da manhã, período em que o sistema fica temporariamente indisponível para aplicações e resgates.

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Outra característica importante do título é que o saldo não oscila de acordo com as condições do mercado. Isso significa que o investidor vê apenas o valor aplicado somado aos rendimentos acumulados até aquele momento, sem surpresas. O saldo pode ser acompanhado pelo aplicativo da instituição financeira onde a aplicação foi feita.

Assim como outros títulos do Tesouro Direto, o Reserva também possui a taxa de custódia cobrada pela B3. Atualmente, essa taxa é de 0,20% ao ano, com isenção para investimentos de até R$ 10.000. Acima desse valor, a taxa incide apenas sobre o montante excedente.

Tributação do Tesouro Reserva

A tributação do Tesouro Reserva segue a tabela regressiva da renda fixa, com alíquotas do Imposto de Renda (IR) que variam de 22,5% a 15% sobre os rendimentos, de acordo com o prazo de aplicação:

  • Até 180 dias: 22,5%
  • De 181 a 360 dias: 20%
  • De 360 a 720 dias: 17,5%
  • Acima de 720 dias: 15%

Além disso, há a incidência de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre os rendimentos nos resgates realizados antes de 30 dias. A alíquota do IOF começa em 96% e diminui progressivamente a cada dia, até zerar no 29º dia.

Quanto rende o Tesouro Reserva?

O Tesouro Reserva rende 100% da taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. Portanto, quanto mais altos estiverem os juros, maior será o ganho com a aplicação. Esse rendimento é bastante competitivo em comparação com a poupança e outros investimentos de liquidez diária.

Como investir no Tesouro Reserva

O investimento no Tesouro Reserva deve ser feito por meio de uma instituição financeira habilitada. Na plataforma do Tesouro Direto, o investidor consegue apenas consultar informações sobre o produto e simular aplicações. O valor mínimo para investir é de R$ 1, e esse mesmo limite vale para aportes e resgates posteriores.

Até o momento, o Tesouro Reserva está disponível para aplicações apenas no Banco do Brasil. No entanto, a expectativa do Tesouro Nacional é ampliar a distribuição do produto ao longo de 2026, com a entrada gradual de outros bancos e corretoras participantes do programa.

Qual a diferença entre Tesouro Reserva e Tesouro Selic?

Tanto o Tesouro Reserva quanto o Tesouro Selic acompanham a taxa Selic, servem para a reserva de emergência e estão entre os investimentos mais seguros do mercado. A diferença está na estrutura de cada produto:

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  • Tesouro Reserva: Não há risco de perdas por marcação a mercado (oscilação diária dos títulos). Permite aplicações ou resgates via Pix diariamente, a qualquer hora do dia, a partir de R$ 1.
  • Tesouro Selic: Sofre pequenas oscilações diárias e segue o horário comercial em dias úteis. O resgate feito até as 13h cai na conta no mesmo dia; após esse horário, os recursos ficam disponíveis apenas no próximo dia útil.

Outros títulos do Tesouro Direto: quando cada um faz sentido

Dada a variedade de títulos do Tesouro Direto, o investidor pode escolher aquele que mais se adequa ao seu objetivo ou necessidade. Confira um resumo dos principais títulos disponíveis:

TítuloRemuneraçãoForma de resgateObjetivo
Tesouro SelicTaxa Selic + 0,06% a 0,1% ao anoD+0 ou D+1Reserva de emergência e objetivos de curto prazo
Tesouro ReservaTaxa Selic (100%)A qualquer momento (exceto entre meia-noite e 1h)Reserva de emergência com liquidez imediata
Tesouro Prefixado (juros no vencimento)Taxa prefixadaTodo o valor no vencimento ou juros semestrais e principal no finalMédio e longo prazo com aposta na queda dos juros
Tesouro Prefixado com Juros SemestraisTaxa fixa definida na compraPagamentos de juros a cada seis meses e devolução do principal no vencimentoGeração periódica de renda
Tesouro IPCA+ (juros no vencimento)IPCA + taxa prefixadaTodo o valor no vencimento ou juros semestrais e principal no finalPreservação do poder de compra no médio e longo prazo
Tesouro IPCA+ com Juros SemestraisIPCA + taxa fixaPagamentos semestrais de juros e devolução do principal no vencimentoComplementação de renda e proteção contra a inflação
Tesouro Renda+IPCA + taxa prefixadaPagamentos mensais por 20 anos depois da acumulaçãoPlanejamento da aposentadoria
Tesouro Educa+IPCA + taxa fixaPagamentos mensais por 5 anos depois da acumulaçãoPlanejamento de gastos com educação