O real brasileiro tornou-se a moeda mais lucrativa para operações de carry trade entre as principais economias emergentes em 2026, segundo levantamento da consultoria XYZ divulgado nesta segunda-feira. Com um retorno acumulado de 15% no ano, a moeda brasileira supera concorrentes como o peso mexicano (12%) e a rupia indonésia (10%).
O que impulsiona o real?
O desempenho do real é atribuído à combinação de juros elevados — a Selic está em 13,75% ao ano — e à percepção de estabilidade fiscal após a aprovação do novo arcabouço fiscal. O economista-chefe do Banco ABC, André Perfeito, afirmou: "O Brasil oferece um diferencial de juros muito atraente em um cenário de inflação controlada e risco fiscal em queda."
Riscos e perspectivas
Apesar do otimismo, analistas alertam para riscos. A volatilidade cambial e possíveis choques externos, como uma desaceleração na China, podem afetar o carry trade. O relatório da XYZ indica que o real pode sofrer correções, mas mantém perspectiva positiva para o segundo semestre. O Banco Central do Brasil monitora o fluxo de capitais, mas não sinalizou intervenções.



