Mini-índice sobe 0,76% aos 174.800 pontos com segunda alta consecutiva
Mini-índice sobe 0,76% aos 174.800 pontos na segunda alta

Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (23/06) com alta de 0,76%, aos 174.800 pontos, registrando o segundo pregão consecutivo de valorização.

Repercussão da ata do Copom e cenário internacional

Para os traders de mini-índice, a sessão foi marcada pela repercussão da ata do Copom e pelo desempenho negativo das bolsas internacionais, pressionadas por novas preocupações com as ações de tecnologia e pela volatilidade envolvendo o setor de inteligência artificial. Apesar da queda em Wall Street e na Europa, o Ibovespa conseguiu sustentar o movimento de recuperação e emplacou a terceira alta consecutiva.

Fatores domésticos impulsionam compras

No mercado doméstico, os investidores seguiram avaliando os sinais da política monetária, enquanto o valuation mais descontado da Bolsa brasileira favoreceu o fluxo comprador. Bancos e Petrobras (PETR3; PETR4) voltaram a dar suporte ao índice, compensando a queda de Vale. Para os traders, o foco segue na trajetória dos juros e no comportamento do fluxo estrangeiro, fatores que continuam influenciando a direção e a volatilidade do mercado.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Análise gráfica de 15 minutos

No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice segue sustentado acima das médias de 9 e 21 períodos, o que mantém o viés positivo no curtíssimo prazo. Para que a recuperação ganhe continuidade, será importante superar a faixa de resistência em 174.940/175.330 pontos. Caso haja rompimento acompanhado por entrada de fluxo comprador, vejo espaço para avanço em direção a 175.855/176.220 pontos, com objetivo mais longo na região de 176.670/177.155 pontos.

Por outro lado, uma retomada da pressão vendedora dependerá da perda do suporte em 174.480/174.060 pontos. Abaixo dessa região, o índice poderá buscar 173.475/172.890 pontos, com alvo mais amplo em 172.715/172.200 pontos.

Análise gráfica diária

No gráfico diário, apesar da recuperação recente, sigo observando uma tendência de baixa predominante. O mini-índice negocia entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, o que torna os próximos movimentos importantes para definir se haverá continuidade da reação compradora. O IFR (14) está em 42,96 pontos, em região neutra, mostrando que o mercado ganhou fôlego após o movimento mais intenso de queda. Para que a recuperação se fortaleça, será necessário superar a resistência em 175.330 pontos, abrindo espaço para buscar 177.920/179.820 pontos.

Por outro lado, uma retomada da tendência baixista dependerá da perda das regiões de 171.400/170.210/168.430 pontos. Caso isso aconteça, os próximos suportes passam a ser 164.880/161.960 pontos.

Análise gráfica de 60 minutos

No gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice também encerrou a última sessão em alta e permanece acima das médias de 9 e 21 períodos, configuração que favorece a continuidade da recuperação. Para que o fluxo comprador siga predominando, será necessário superar a resistência em 175.130/175.330 pontos. Um rompimento dessa faixa poderá abrir caminho para altas em direção a 177.400/179.340 pontos, com objetivos mais longos em 181.515/183.215 pontos.

Por outro lado, se houver retorno da pressão vendedora, o suporte mais importante está em 173.845/172.890 pontos. A perda dessa faixa poderá levar o índice para 170.730/170.210 pontos, com alvos mais longos em 169.570/169.095 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar