As ações da Embraer (EMBJ3) ensaiam uma reação após a forte correção observada desde a máxima histórica em R$ 105,48. Depois de encontrar suporte em R$ 68,08, o papel voltou a atrair fluxo comprador e recuperou as médias móveis de curto prazo, melhorando a leitura técnica. Na última sessão, o ativo avançou 0,59%, encerrando cotado a R$ 78,92, mas ainda enfrenta uma importante barreira na média móvel de 200 períodos, atualmente em R$ 83,45.
Reação recente exige confirmação
Na minha leitura, a reação recente é positiva, mas ainda exige confirmação. Tanto no gráfico diário quanto no semanal, a estrutura de longo prazo segue construtiva, porém os próximos movimentos serão decisivos para avaliar se a recuperação ganhará tração ou se o movimento atual representa apenas um repique dentro da correção iniciada após a máxima histórica.
Análise técnica diária
No gráfico diário, observo que EMBJ3 voltou a ganhar fôlego após defender a região de R$ 68,08 e recuperar as médias móveis de 9 e 21 períodos. O movimento melhora a leitura de curto prazo, mas a ação ainda precisa vencer a média de 200 períodos em R$ 83,45, importante barreira para uma recuperação mais consistente.
Na minha leitura, será fundamental superar inicialmente a resistência em R$ 80,95 e, principalmente, a região de R$ 89,14. Acima desses níveis, o ativo poderá voltar a buscar R$ 96,69 e posteriormente testar a máxima histórica em R$ 105,48. Por outro lado, caso perca novamente as médias móveis e rompa os suportes em R$ 75,25 e R$ 68,08, a pressão vendedora poderá voltar a ganhar força, abrindo espaço para quedas em direção a R$ 63,75, R$ 59,95 e R$ 57,92.
Análise de médio prazo
No gráfico semanal, sigo observando uma estrutura de alta, apesar da correção das últimas semanas. Em 2026, EMBJ3 acumula queda de 10,91%, sendo negociada atualmente a R$ 78,92. Após o recuo observado desde a máxima histórica em R$ 105,48, o ativo voltou a oscilar entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, em uma tentativa de retomada do fluxo comprador.
O IFR (14) em 49,44 pontos permanece em região neutra, mostrando equilíbrio entre compradores e vendedores e indicando que o papel ainda possui espaço para definir uma direção mais clara.
Na minha leitura, para que a tendência principal de alta volte a ganhar força, será importante superar as resistências em R$ 89,14 e R$ 96,69. Acima dessas regiões, a ação poderá voltar a testar a máxima histórica em R$ 105,48. Um rompimento desse nível abriria espaço para objetivos em R$ 111,10, R$ 125,00 e R$ 134,90.
Por outro lado, caso a pressão vendedora volte a predominar, a perda dos suportes em R$ 67,68 e R$ 63,75 poderá ampliar a correção em direção a R$ 57,92, R$ 54,25 e R$ 47,77.
“Enquanto essas regiões forem preservadas, sigo entendendo que a estrutura de alta de médio prazo permanece válida, embora o mercado ainda exija confirmação da retomada compradora.” — Rodrigo Paz, analista técnico CNPI-T.
Próximos passos
Assim, os próximos pregões serão importantes para determinar se a reação recente representa o início de uma recuperação mais consistente ou apenas um repique dentro da correção iniciada após o topo histórico.



