Dividendos perdem para JCP no 1º semestre com tributação
Dividendos perdem para JCP no 1º semestre

Levantamento da fintech Meu Dividendo revela que, no primeiro semestre de 2023, os juros sobre capital próprio (JCP) superaram os dividendos como forma de remuneração aos acionistas. Do total de R$ 126,7 bilhões distribuídos pelas empresas brasileiras, os JCP responderam por 54,3%, enquanto os dividendos ficaram com 45,7%.

Vantagem tributária impulsiona JCP

A diferença se deve principalmente à tributação: os dividendos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, mas as empresas pagam IRPJ e CSLL sobre o lucro. Já os JCP são dedutíveis da base de cálculo do IRPJ e CSLL para a companhia, e o acionista paga 15% de IR na fonte. Com a alíquota efetiva de IR das empresas em torno de 34%, a dedução dos JCP reduz o custo total da distribuição, tornando-os mais atrativos para muitas companhias.

Setores que mais pagaram JCP

Entre os setores com maior proporção de JCP estão os bancos, que historicamente utilizam essa modalidade, e empresas de energia elétrica. No primeiro semestre, os bancos lideraram o ranking de pagamentos, com destaque para Itaú Unibanco, Bradesco e Santander. Já no setor de energia, empresas como Eletrobras e Cemig também optaram pelos JCP.

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Impacto para o investidor

Para o investidor pessoa física, a escolha entre dividendos e JCP depende da sua alíquota de IR. Como os JCP sofrem retenção de 15% na fonte, investidores isentos ou com alíquota inferior podem preferir dividendos. No entanto, para a maioria dos acionistas, a diferença líquida é pequena, e a decisão cabe à empresa. Segundo o levantamento, a tendência é de que os JCP continuem ganhando espaço, especialmente em um cenário de juros altos, que aumenta o custo de oportunidade do capital próprio.

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