O governo federal iniciou, em 1º de julho, a anulação gradativa do subsídio ao preço do diesel nas refinarias. O Ministério do Planejamento e Orçamento anunciou a retirada da subvenção de R$ 0,33 por litro do combustível. O ministro Bruno Moretti declarou: “Agimos tempestivamente e isso nos deu a condição de ser um dos países com menor efeito da guerra em termos de preço dos derivados do petróleo”.
Nova subvenção e impacto econômico
Apesar da retirada, o governo instituiu uma nova subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, por meio da Medida Provisória nº 1.363/2026, destinada a importadores e produtores em todo o país. O tema é sensível porque o diesel afeta fretes rodoviários, custos de energia e consumo. O Brasil importa 30% do diesel consumido, cerca de 17 bilhões de litros por ano.
Preço nas bombas não reflete a mudança
Nas bombas, o impacto da subvenção não aliviou o bolso dos caminhoneiros e frotistas. O preço médio do diesel no Brasil é de R$ 7,09, estável nos últimos dois meses após o pico inflacionário de março e abril, quando atingiu R$ 7,60 por litro – uma alta de 13% em relação ao ano anterior. Na região Sul, o diesel comum custa R$ 6,46 e o S-10, R$ 6,75. No Norte, as médias chegam a R$ 7,65 para ambos os tipos.
Diesel S-10 domina mercado
O diesel S-10, com menor teor de enxofre, representa 70% do mercado. Seu uso é obrigatório em veículos fabricados a partir de 2012, quando o país adotou a norma Proconve P7 (Euro 5). O diesel S500 é usado por veículos mais antigos. Atualmente, vigora a norma Proconve P8 (Euro 6), 55% mais rígida, que praticamente zera a emissão de material particulado.



