Os brasileiros estão enfrentando um aumento significativo nos preços dos legumes, que subiram 27,4% em um ano, levando a uma redução de 5,8% no volume de compras até maio de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são de um levantamento da Scanntech, que analisa o comportamento de consumo nos supermercados.
Impacto nos supermercados
Apesar da queda no volume de vendas, o faturamento dos supermercados cresceu 20,3% no período, impulsionado pelo aumento dos preços. Os legumes fazem parte do segmento de perecíveis, que representa 41% do faturamento total do setor. A pressão inflacionária sobre os alimentos tem sido um dos principais desafios para o consumidor brasileiro.
Produtos com maiores altas
A cenoura registrou o maior aumento de preço, com impressionantes 114,6% de alta em um ano. A batata também teve um incremento expressivo, de 49,3%. Outros legumes como tomate, cebola e alface também contribuíram para a elevação geral do índice. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aponta que alimentos e bebidas são os principais vilões da inflação no período.
Reação dos consumidores
Diante dos preços mais altos, os brasileiros estão ajustando suas cestas de compras, optando por substituições ou reduzindo a quantidade adquirida. A pesquisa mostra que a elasticidade da demanda é alta para esses produtos, ou seja, o aumento de preços impacta diretamente o consumo. Especialistas recomendam planejamento e busca por ofertas para minimizar os efeitos no orçamento familiar.
Perspectivas
A tendência é que os preços dos legumes continuem sob pressão nos próximos meses, devido a fatores como condições climáticas adversas e custos de produção. O governo e os órgãos de defesa do consumidor monitoram a situação, mas ainda não há medidas concretas anunciadas para conter a alta. Enquanto isso, o consumidor precisa se adaptar a uma realidade de preços mais elevados no supermercado.



