Petróleo reacende alerta para inflação e pode travar queda dos juros no Brasil
Petróleo reacende alerta para inflação e pode travar queda dos juros

O recente aumento do preço do petróleo no mercado internacional, impulsionado por tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e o Irã, reacendeu o alerta para a inflação no Brasil e pode travar o ciclo de queda dos juros. A declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o petróleo pode subir "um pouquinho" com medidas contra o Irã, somada à sinalização de que os EUA "provavelmente" voltarão a atacar o Irã ainda hoje, elevou a volatilidade nos mercados.

Impacto nos mercados brasileiros

As ações da Petrobras (PETR4) acompanharam a alta do petróleo, enquanto a RECV3 registrou a maior alta da sessão. O Ibovespa opera em busca de um gatilho, com investidores atentos aos desdobramentos geopolíticos e seus efeitos sobre a inflação e a política monetária.

O risco de alta do petróleo pressiona os custos de transporte e produção, podendo elevar a inflação ao consumidor. Isso pode levar o Banco Central a interromper ou desacelerar o ciclo de cortes na Selic, atualmente em 14,25% ao ano. O mercado já precifica uma possível pausa ou até mesmo alta nos juros, caso o cenário inflacionário se agrave.

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Projeções do FMI e cenário fiscal

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção para o PIB do Brasil em 2026 e 2027, mas ainda prevê desaceleração. A economia brasileira deve crescer 2,2% em 2026 e 2,0% em 2027, abaixo do ritmo de 2025. A combinação de juros elevados e inflação persistente pode comprometer a retomada econômica.

No front fiscal, o governo enfrenta desafios para equilibrar as contas, com pressões de gastos e receitas abaixo do esperado. A reforma tributária e as discussões sobre o orçamento de 2026 devem ganhar destaque no segundo semestre.

Oportunidades e riscos nos investimentos

Com a alta do petróleo, setores como energia e commodities podem se beneficiar. A Petrobras, por exemplo, tende a lucrar mais com preços elevados do barril. Por outro lado, empresas dependentes de derivados de petróleo, como aéreas e transportadoras, podem sofrer com custos maiores.

As ações da Tenda (TEND3) e Cury (CURY3) caíram forte após dados abaixo das expectativas, enquanto a Natura (NATU3) subiu mais de 5% mesmo com prévia de lucro 10% menor no 2T. O mercado de renda fixa oferece taxas atrativas, com CDBs, LCIs e LCAs pagando acima de 100% do CDI, mas o cenário de juros elevados pode limitar ganhos futuros.

Recomendações de investimento

Para quem busca renda fixa, as taxas recordes do Tesouro Direto são uma opção. Já os Fundos Imobiliários (FIIs) de shoppings ganham espaço nas recomendações para o segundo semestre. Ex-diretor do Banco Central aposta em continuidade dos cortes da Selic, contrariando o consenso do mercado.

No mercado de criptomoedas, o risco quântico começou a assombrar os investidores, com a possibilidade de computadores quânticos quebrarem a criptografia atual. Já a Blue Origin, de Jeff Bezos, busca captar recursos com valuation de US$ 130 bilhões.

Política e economia global

No cenário internacional, Trump atacou aliados da Otan por resistência sobre a Groenlândia e a guerra no Irã, e pediu o fim do comércio com a Espanha, chamando o país de "parceira terrível". A Rússia lançou o terceiro ataque aéreo contra Kiev em uma semana, aumentando as tensões na Europa Oriental.

No Brasil, a operação da PF que revelou ligações de políticos com facções continua gerando repercussão. Flávio Bolsonaro disse que a ação na casa de Jair Bolsonaro foi "cortina de fumaça", enquanto Tarcísio e aliados veem revés em pesquisa ao Senado em SP como 'normal'. Pesquisa Meio/Ideia mostra Lula liderando o 2º turno com 45% contra 40% de Flávio Bolsonaro, e Michelle Bolsonaro é considerada a mulher mais poderosa do Brasil para 15,4% dos entrevistados.

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