Inflação fraca reforça aposta em corte da Selic, mas petróleo alerta
IPCA fraco reforça corte da Selic, petróleo mantém alerta

O IPCA de junho veio abaixo das expectativas do mercado, reforçando a aposta de que o Banco Central iniciará um ciclo de cortes na Selic já na reunião de agosto. No entanto, a alta recente do petróleo mantém o alerta sobre possíveis pressões inflacionárias adiante.

IPCA fraco e impacto nos juros futuros

O índice de preços ao consumidor registrou alta de apenas 0,10% em junho, contra projeção de 0,15%. No acumulado em 12 meses, o IPCA caiu para 3,5%, abaixo do centro da meta de 3,75%. Esse resultado derrubou as taxas dos títulos prefixados e indexados ao IPCA no Tesouro Direto. O Tesouro Prefixado 2027, por exemplo, viu sua taxa cair de 12,8% para 12,5% ao ano. Já o Tesouro IPCA+ 2035 passou a render 6,2% mais a inflação, ante 6,5% no dia anterior.

Disparada de juros abre oportunidades e riscos

Apesar da queda pontual, as taxas ainda estão em patamares elevados. O Tesouro IPCA+ com vencimento em 2055 chegou a ser negociado com juro real de 6,8%, o que representa um prêmio histórico. Analistas alertam que, embora haja oportunidade de travar taxas altas, o risco de uma reversão rápida da política monetária existe, especialmente se o petróleo continuar subindo.

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Petróleo em alta: o contraponto

O barril do Brent opera acima de US$ 85, impulsionado por cortes de produção da Opep+ e tensões geopolíticas. Isso pressiona os custos de transporte e matérias-primas, podendo reacender a inflação. O economista-chefe da XP, Caio Megale, afirma: "O IPCA fraco dá espaço para o BC cortar juros, mas o petróleo é uma variável que pode mudar o cenário rapidamente. O comitê deve ser cauteloso."

Goldman Sachs indica 13 ações para aproveitar a queda da Bolsa

Em meio à volatilidade, o Goldman Sachs divulgou uma lista de 13 ações preferidas para o Brasil, incluindo nomes como Petrobras, Vale e Itaú. O banco vê potencial de valorização com a queda recente do Ibovespa, que já acumula perda de 8% no ano. "O mercado precifica riscos excessivos, criando oportunidades seletivas", diz relatório.

Azul traça meta de reduzir alavancagem e elevar valor de mercado

A Azul Linhas Aéreas anunciou plano de reduzir sua alavancagem financeira e aumentar o valor de mercado em 150% nos próximos três anos. A companhia pretende vender ativos não estratégicos e renegociar dívidas. O CEO John Rodgerson afirmou: "Estamos focados em desalavancar o balanço e gerar valor para o acionista."

Shein obtém aprovação da China para IPO em Hong Kong

A varejista chinesa Shein recebeu sinal verde dos reguladores chineses para realizar seu IPO em Hong Kong, que pode captar até US$ 10 bilhões. A empresa, avaliada em US$ 66 bilhões, busca recursos para expandir sua operação global.

BBI vê menor apetite por risco na América Latina

O Banco BBI reduziu sua exposição a ativos de risco na América Latina, citando incertezas políticas e econômicas. No entanto, mantém recomendação de compra para o Brasil, destacando a perspectiva de corte de juros. "O Brasil é o país com maior potencial de surpresa positiva na região", diz o estrategista-chefe.

FIIs: desconto na cota não é suficiente para identificar barganha

Especialistas alertam que comprar um Fundo Imobiliário apenas com base no desconto da cota em relação ao valor patrimonial pode ser enganoso. É preciso analisar a qualidade dos ativos, a vacância e a perspectiva de dividendos. "Um FII barato pode continuar barato se os fundamentos não melhorarem", explica analista da Suno.

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