A inflação abaixo do esperado reforçou as apostas em um corte da Selic em agosto, mas a alta do petróleo mantém o alerta entre investidores. O IPCA fraco derrubou as taxas dos títulos prefixados e IPCA+ no Tesouro Direto, abrindo oportunidades e riscos na renda fixa.
Impacto nos mercados
Com a desaceleração da inflação, as taxas dos prefixados e dos títulos atrelados ao IPCA recuaram. O movimento foi impulsionado pela expectativa de que o Banco Central possa reduzir a Selic já na próxima reunião. No entanto, a alta do petróleo no mercado internacional pressiona os preços e pode limitar o espaço para cortes mais agressivos.
Segundo analistas, o IPCA mais fraco dá margem para um afrouxamento monetário, mas o cenário ainda é incerto. "A queda da inflação é positiva, mas o petróleo pode reacender as pressões inflacionárias", afirmou um economista de mercado.
Oportunidades na renda fixa
Com a disparada dos juros, títulos como CDBs, LCIs e LCAs passaram a oferecer taxas atrativas. A XP elevou Tupy para compra e priorizou empresas desalavancadas no setor de autopeças. Já a MRV saltou 4% após retomada da geração de caixa no segundo trimestre.
Investidores também acompanham a Oi, que alertou para queda de caixa e risco à continuidade operacional em agosto. No setor de shoppings, a Multiplan vendeu terrenos próximos a três shoppings para projetos multiuso.
Mercado de ações
O Goldman Sachs apontou 13 ações preferidas para aproveitar a queda da Bolsa. A Azul traçou meta de reduzir alavancagem e elevar valor de mercado em 150% até 2029. Já a Shein obteve aprovação da China para IPO em Hong Kong.
No cenário internacional, Trump disse que o cessar-fogo com o Irã acabou, apesar da retomada de contatos diplomáticos. O consumo de luxo também chama atenção: a pizza mais cara do mundo custa quase R$ 50 mil, com caviar e conhaque "da realeza".



