O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, registrou alta de 0,06% em julho, conforme dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração significativa em comparação ao mês anterior, quando o indicador havia subido 0,41%.
Acumulado no ano e em 12 meses
Com o resultado de julho, o IPCA-15 acumula alta de 3,51% no ano e de 4,52% em 12 meses. A taxa anualizada permanece acima do centro da meta de inflação do Banco Central, que é de 3,5% com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Grupo de Habitação puxa inflação
O grupo Habitação registrou a maior variação e o maior impacto no índice do mês, com avanço de 0,97%. A alta foi puxada principalmente pelos preços de energia elétrica residencial, que subiram 3,03%, sendo o principal impacto individual no IPCA-15 de julho. Segundo o IBGE, o aumento reflete reajustes tarifários em algumas regiões metropolitanas.
Outros grupos também contribuíram para o resultado, mas com menor intensidade. Alimentação e bebidas, por exemplo, tiveram variação de 0,15%, enquanto transportes registraram queda de 0,12%, ajudando a conter a inflação do mês.
Perspectivas para os próximos meses
Economistas avaliam que a desaceleração do IPCA-15 em julho pode indicar uma tendência de arrefecimento da inflação, mas alertam que os preços de alimentos e energia ainda pressionam o índice. O IPCA-15 é um dos indicadores acompanhados pelo Banco Central para definir a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 13,75% ao ano.



