O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) apresentou queda de 1,11 ponto percentual na segunda prévia de julho, conforme divulgado nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador, que serve como referência para reajustes de aluguéis e contratos, passou de 0,38% na primeira prévia para -0,73% na segunda leitura do mês.
Resultado da segunda prévia
De acordo com a FGV, a redução foi puxada principalmente pelos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do IGP-M, caiu 1,57% na segunda prévia, ante alta de 0,08% na primeira. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%, subiu 0,50%, ante 0,44% na primeira prévia. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com 10% de participação, avançou 0,26%, comparado a 0,24% anteriormente.
Impacto nos aluguéis e contratos
O IGP-M é amplamente utilizado para corrigir contratos de aluguel e tarifas de serviços. A queda no indicador pode aliviar a pressão sobre inquilinos e empresas que têm contratos atrelados ao índice. Economistas apontam que a desaceleração dos preços das commodities e a estabilidade cambial contribuíram para o resultado negativo.
“A segunda prévia de julho reflete a tendência de desinflação no atacado, com destaque para a queda nos preços de minérios e combustíveis”, afirmou o coordenador de Análises Econômicas da FGV, em nota oficial. “No varejo, os preços seguem pressionados por serviços e alimentos, mas em ritmo menor que o observado no início do ano.”
Comparação com meses anteriores
Em junho, o IGP-M fechou com alta de 0,60%. Em maio, o índice havia registrado elevação de 0,89%. A segunda prévia de julho representa a primeira leitura negativa desde abril, quando o indicador caiu 0,31%. A FGV ressalta que a prévia é uma amostra parcial do mês e pode sofrer alterações até o fechamento oficial, previsto para o final de julho.



