Fim da escala 6×1 pode custar R$ 12 bi/ano a transportes, estima CNT
Fim da escala 6×1 pode custar R$ 12 bi/ano a transportes

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) estima que o fim da escala de trabalho 6×1 pode gerar um custo adicional de R$ 12 bilhões por ano para o setor de transportes no Brasil. O cálculo considera o aumento de despesas com contratações e folha salarial para adequação à nova jornada.

Detalhamento do impacto

Segundo a CNT, o setor de transportes emprega atualmente cerca de 2,5 milhões de trabalhadores formais. Com a mudança, seria necessário contratar mais 200 mil funcionários para manter a mesma carga horária semanal, elevando a folha em aproximadamente R$ 12 bilhões anuais. O estudo levou em conta salários médios, encargos e benefícios.

O presidente da CNT, Vander Costa, afirmou que “a medida, embora nobre em seus objetivos sociais, teria um impacto financeiro significativo sobre as empresas de transporte, que já operam com margens apertadas”. Ele defendeu um debate aprofundado antes de qualquer aprovação legislativa.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Setor de transportes e escala 6×1

A escala 6×1, que prevê seis dias de trabalho e um de descanso, é comum em categorias como motoristas, cobradores e trabalhadores de logística. A proposta de extinção está em tramitação no Congresso Nacional e prevê a adoção de jornadas mais curtas, como 5×2 ou 4×3, sem redução salarial.

A CNT representou que 70% das empresas do setor são de pequeno e médio porte e teriam dificuldade em absorver os custos adicionais. O estudo também aponta que o aumento de contratações poderia elevar a informalidade, já que algumas empresas podem optar por terceirizar serviços ou reduzir benefícios.

Reações e próximos passos

O relatório da CNT foi enviado ao Ministério do Trabalho e à Comissão de Assuntos Sociais do Senado. O governo federal ainda não se posicionou oficialmente. Parlamentares favoráveis à medida argumentam que a melhora na qualidade de vida dos trabalhadores pode aumentar a produtividade e reduzir acidentes.

Especialistas em direito trabalhista divergem sobre a constitucionalidade da proposta, mas concordam que o impacto econômico precisa ser avaliado com cautela. A CNT sugere a criação de um fundo de transição ou subsídios temporários para mitigar os efeitos sobre as empresas.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar