Ex-BC alerta que inflação baixa derrete ganhos das NTN-Bs; Fed mantém juros
Ex-BC: inflação baixa derrete ganhos das NTN-Bs; Fed mantém juros

O mercado financeiro brasileiro inicia a quarta-feira com alertas de um ex-diretor do Banco Central sobre os riscos da queda da inflação para os títulos públicos indexados ao IPCA, as NTN-Bs. Enquanto isso, o Federal Reserve (Fed) sinaliza que deve manter os juros inalterados, apesar de dados econômicos mistos e da volatilidade do petróleo. O petróleo Brent disparou 7%, atingindo US$ 90, após ameaças do presidente Donald Trump. No Brasil, a Petrobras registrou produção recorde e reforçou a projeção de forte resultado no terceiro trimestre, incluindo um dividendo de US$ 3 bilhões. Já o Santander Brasil decepcionou o mercado, com a ação caindo mais de 6% devido a provisões elevadas e receitas fracas.

Alerta sobre as NTN-Bs

Um ex-presidente do Banco Central advertiu que a inflação baixa pode derreter os ganhos das NTN-Bs, títulos públicos atrelados ao IPCA. Segundo ele, com a queda da inflação, o rendimento real desses papéis pode ser corroído, reduzindo a atratividade para investidores. A declaração ocorre em meio a expectativas de que o IPCA continue abaixo do centro da meta, o que pressiona os prêmios dos títulos indexados.

Fed mantém juros e petróleo sobe

O Federal Reserve deve manter a taxa de juros inalterada na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), mesmo com dados econômicos mistos. A decisão é influenciada pela alta do petróleo, que subiu 7% e levou o Brent a US$ 90, após Trump prometer resposta a um ataque surpresa do Irã. O presidente americano ameaçou retaliar, elevando as tensões geopolíticas e impulsionando os preços do petróleo. O mercado de dólar também reage, com possibilidade de fortalecimento da moeda americana.

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Petrobras: produção recorde e dividendos

A Petrobras anunciou produção recorde no período, reforçando a projeção de um forte terceiro trimestre. A estatal prevê distribuir US$ 3 bilhões em dividendos, animando investidores. A notícia veio em meio à alta do petróleo, que beneficia a companhia.

Santander Brasil decepciona

O Santander Brasil divulgou balanço com provisões para devedores duvidosos acima do esperado e receitas fracas, levando a ação a cair mais de 6%. O resultado contrasta com o otimismo do mercado e levanta dúvidas sobre a recuperação do banco, que já acumula queda de 15% no ano.

Outros destaques do mercado

A Aegea aprovou aumento de capital, com possível aporte de até R$ 1,5 bilhão da Itaúsa. A MRV, Oceanpact e Motiva também estão no radar. No setor imobiliário, os estoques de imóveis dispararam 44% em São Paulo, mas a Abecip rejeita risco de excesso de oferta. No front político, a Caixa confirmou o repasse de R$ 13 bilhões de lucro do FGTS aos trabalhadores, e o programa Move Brasil patina, com previsão de emprestar menos de um terço do previsto.

Perspectivas para o câmbio

Com a alta do petróleo e a manutenção dos juros pelo Fed, o dólar pode ficar mais forte amanhã. Analistas avaliam que a moeda americana tende a se valorizar, pressionando o real. O mercado acompanha os desdobramentos das tensões no Oriente Médio e a decisão do FOMC.

Em resumo, o cenário é de cautela, com alertas sobre a rentabilidade das NTN-Bs, incertezas externas e movimentos mistos na Bolsa. O Ibovespa opera em alta pelo segundo pregão, mas a volatilidade deve persistir.

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