O consórcio tem se consolidado como uma opção cada vez mais atrativa para quem busca investir em patrimônio ou realizar um planejamento financeiro de longo prazo. Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) indicam que as vendas de cotas cresceram 15% em 2025 em comparação com o ano anterior, atingindo um total de 4,5 milhões de cotas comercializadas.
Crescimento impulsionado por juros altos e crédito restrito
O aumento das taxas de juros e a maior restrição ao crédito tradicional têm levado muitos brasileiros a buscar alternativas como o consórcio. Segundo Paulo Roberto Rossi, presidente da ABAC, “o consórcio se destaca por não cobrar juros, apenas taxa de administração, o que o torna mais acessível em cenários de aperto financeiro”. O setor movimentou R$ 180 bilhões em 2025, um recorde histórico.
Perfil do investidor e setores de destaque
O perfil do consorciado tem mudado: além de imóveis e automóveis, cresce a procura por consórcios de serviços, como viagens e cirurgias plásticas. “O consórcio deixou de ser apenas uma ferramenta de compra para se tornar um instrumento de investimento e planejamento”, explica Rossi. O setor de imóveis responde por 60% das cotas vendidas, seguido por automóveis (25%) e serviços (15%).
Vantagens e cuidados ao aderir
Entre as vantagens estão a ausência de juros e a possibilidade de ser contemplado por sorteio ou lance. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de ler atentamente o contrato e avaliar o prazo de duração, que pode chegar a 120 meses. A ABAC recomenda verificar se a administradora é filiada à associação e se o plano está registrado no Banco Central.
Perspectivas para 2026
Para 2026, a expectativa é de novo crescimento, com projeção de 5 milhões de cotas vendidas. O consórcio deve continuar ganhando espaço como alternativa ao financiamento tradicional, especialmente se os juros permanecerem elevados. “O brasileiro está mais consciente financeiramente e busca opções que combinem disciplina e rentabilidade”, conclui Rossi.



