A cesta básica em Natal registrou aumento de 6,18% no mês de maio, conforme levantamento divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O conjunto de alimentos básicos passou a custar R$ 710,79, ante os R$ 669,39 registrados em abril.
No acumulado de 2026, a alta chega a 19,03%. Em comparação com maio do ano passado, o aumento foi de 10,20%. Com isso, Natal registrou a sétima maior alta mensal entre as 27 capitais pesquisadas.
Comparação com outras capitais
O maior aumento foi observado em Recife (8,05%), seguida por Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%), Porto Alegre (7,24%), Maceió (6,68%), João Pessoa (6,22%), Curitiba (5,91%) e Aracaju (5,39%).
Produtos que mais subiram
Entre os 12 produtos que compõem a cesta básica, seis tiveram aumento de preço em maio. O destaque fica para o tomate, que subiu 23,83% em relação a abril e acumula alta de 57,62% em 12 meses. O feijão teve aumento de 9,25% no mês e 29,63% no ano. A manteiga subiu 5,90% (2,28% em 12 meses), o leite 5,22% (5,22% no período), a carne 4,76% (6,64% em 12 meses) e o arroz 2,53% (queda de 28,57% em 12 meses).
Segundo o Dieese, a alta do tomate ocorreu em praticamente todo o país devido à redução da oferta causada pelo clima frio e por problemas com pragas em algumas regiões produtoras. No caso da carne bovina, a elevação dos preços foi influenciada pela demanda externa aquecida e pela oferta mais restrita de animais prontos para abate.
Produtos que ficaram mais baratos
Cinco itens apresentaram queda nos preços em Natal. A banana teve redução de 4,77% no mês e 1,56% em 12 meses. O açúcar caiu 2,61% no mês e 16,93% no ano. A farinha registrou queda de 1,06% no mês e 8,76% em 12 meses. O café diminuiu 0,49% no mês e 12,47% no ano. O pão teve leve queda de 0,20% no mês, mas acumula alta de 4,08% em 12 meses. O óleo manteve-se estável no mês e subiu 0,11% em 12 meses.
Impacto no orçamento
Segundo o levantamento, um trabalhador de Natal remunerado pelo salário mínimo precisou trabalhar 96 horas e 28 minutos para comprar a cesta básica em maio. No mês anterior, eram necessárias 90 horas e 51 minutos. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência Social, a compra dos alimentos básicos consumiu 47,4% da renda do trabalhador natalense. Em abril, esse percentual era de 44,64%.
O Dieese também calculou que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.999,44 em maio, valor equivalente a 4,93 vezes o piso nacional de R$ 1.621.



