BC justifica adiamento do controle da inflação, mas economistas criticam
BC justifica adiar inflação, economistas criticam

BC tenta justificar adiamento do controle da inflação

A explicação do Banco Central (BC) para adiar o controle da inflação convence pouco, segundo economistas consultados. A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) foi recebida com ceticismo no mercado, sendo classificada como "confusa" e "justificando o injustificável".

Mercado reage à ata do Copom

A ata do Copom, divulgada nesta semana, trouxe argumentos para manter a taxa Selic elevada por mais tempo, mas não convenceu os analistas. Para muitos, o BC falhou em comunicar claramente os motivos para adiar o início do ciclo de corte de juros, mesmo com a inflação mostrando sinais de arrefecimento.

O Tesouro IPCA+ voltou a ultrapassar 8,5% ao ano, refletindo o aumento da aversão ao risco e a percepção de que a política monetária pode permanecer contracionista por mais tempo. A alta dos juros reais impacta diretamente o mercado de títulos públicos e a expectativa de crescimento econômico.

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Bolsa brasileira barata, mas estrangeiro não volta

Segundo o BBA, a Bolsa brasileira está barata, mas o investidor estrangeiro não vê urgência para retornar. A incerteza fiscal e a falta de clareza sobre a política monetária afastam o capital externo, mesmo com valuations atrativos. O Ibovespa tenta se recuperar, mas ainda sofre com a desconfiança do mercado.

O mercado também acompanha a reviravolta das ações da SpaceX, que subiram 5% após perderem US$ 600 bilhões em três dias. A volatilidade nos mercados globais e a aversão ao risco impactam os ativos brasileiros.

Economistas criticam comunicação do BC

Para economistas, a ata do Copom foi "confusa" e não justificou adequadamente a decisão de manter os juros altos. "Justificando o injustificável", disse um analista, referindo-se à tentativa do BC de explicar o adiamento do controle da inflação. A crítica é que o BC perdeu a oportunidade de sinalizar um cronograma claro para a queda da Selic, o que aumenta a incerteza no mercado.

A expectativa é que o Copom mantenha a taxa básica de juros em 13,75% ao ano por mais algumas reuniões, mesmo com a inflação corrente em queda. A comunicação do BC será crucial para ancorar as expectativas e evitar que a desconfiança se espalhe.

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