A produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis registrou queda de 6,1% em maio, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O recuo é atribuído a uma acomodação após fortes altas nos meses anteriores, segundo Stéfano Pacini, economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV).
Impacto na indústria geral
O desempenho negativo do setor petrolífero contribuiu para a retração de 0,2% da indústria extrativa como um todo em maio. Pacini destaca que, além do efeito de base, a redução do conflito entre Irã e Estados Unidos e a consequente queda no preço do petróleo também influenciaram o resultado.
"A queda reflete uma acomodação após forte alta de segmentos ligados ao petróleo, com efeitos ainda da redução do conflito no Irã", explicou o economista.
Acumulado do ano ainda positivo
Apesar do recuo mensal, a indústria extrativa acumula alta de 7,9% no ano. Os setores de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis também mantêm crescimento significativo no acumulado de 2026, indicando que a tendência de longo prazo permanece favorável.
Os dados da FGV reforçam a percepção de que o setor passa por um ajuste sazonal, sem comprometer a trajetória de expansão observada desde o início do ano.



