Aluguel em BH sobe 4,4% no 1º semestre, acima da inflação
Aluguel em BH sobe 4,4% no 1º semestre, acima da inflação

O valor de aluguel dos imóveis na Região Metropolitana de Belo Horizonte aumentou 4,4% no primeiro semestre deste ano, segundo o Índice FipeZAP, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o portal ZAP Imóveis. O índice superou a inflação do período, que foi de 3,2%.

Preço médio e bairros mais caros

O preço médio do aluguel residencial em Belo Horizonte atingiu R$ 50,13 por metro quadrado, de acordo com o levantamento. Entre os bairros mais caros para alugar um imóvel na capital estão:

  • Santo Agostinho: R$ 73,70 por metro quadrado
  • Savassi: R$ 69,40 por metro quadrado
  • Belvedere: R$ 67,40 por metro quadrado

Oferta menor que a procura mantém preços em alta

Para o gestor imobiliário Eduardo Luiz, a valorização dos aluguéis é consequência do desequilíbrio entre oferta e demanda. “Hoje existe uma demanda maior do que a oferta de imóveis disponíveis. Quando há mais pessoas procurando do que imóveis para alugar, a tendência é que os preços subam”, comentou Eduardo.

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Segundo o especialista, o perfil dos inquilinos também mudou nos últimos anos. A procura por apartamentos compactos e condomínios com serviços compartilhados — como lavanderia, academia e áreas comuns — cresceu, mas a oferta desse tipo de imóvel ainda é insuficiente em Belo Horizonte. “As pessoas estão buscando um jeito mais prático de morar, com estruturas compartilhadas que atendam às necessidades do dia a dia. Esse novo perfil de moradia ainda não é atendido pela oferta disponível”, explicou o gestor.

Aluguel mais caro muda estratégia de inquilinos

Com os preços em alta, muitos moradores passaram a ampliar a área de busca por imóveis. Em vez de priorizar a localização, a escolha tem sido feita pelo valor do aluguel, levando parte dos inquilinos a buscar bairros mais afastados ou até cidades da Região Metropolitana.

O servidor público Arthur Nunes Cascardo, que mora de aluguel há cerca de um ano, passou a procurar imóveis mais distantes do trabalho. “Estou olhando em regiões mais longe do meu trabalho para ver se consigo um preço menor, mas continua difícil. Você paga R$ 1.500 ou R$ 1.700 em uma kitnet, sem vaga de garagem”, comentou.

Para alguns moradores, o aumento do aluguel também reforçou o desejo de sair da locação. O chef de cozinha Uando Ferreira afirma que pretende investir em um imóvel próprio para escapar dos reajustes. “Não dá para ficar pagando aluguel a vida inteira. O custo é alto e não tem retorno. Então o ideal é ter a casa própria”, afirmou Uando.

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