Executivos do setor industrial afirmam que a transição energética requer um 'cardápio' variado de fontes de energia, combinado com sistemas de armazenamento eficientes, para garantir a descarbonização sem perda de competitividade. A declaração foi feita durante o evento 'Energia e Indústria: como descarbonizar sem perder competitividade', promovido pelo GLOBO e pelo Valor, parte do projeto Transição Energética.
Diversidade de fontes é chave para a descarbonização
Segundo os participantes, não existe uma solução única para a transição energética. A matriz precisa incluir renováveis como solar, eólica, biomassa e hidrelétrica, além de fontes de baixo carbono, como o gás natural com captura de carbono. 'A indústria precisa de um mix energético flexível e confiável', destacou um dos executivos presentes.
Armazenamento de energia: baterias e hidrelétricas reversíveis
Os sistemas de armazenamento foram apontados como essenciais para garantir a estabilidade do fornecimento. Baterias de larga escala e hidrelétricas reversíveis (usinas que bombeiam água para reservatórios superiores em momentos de baixa demanda) são as principais tecnologias citadas. 'Sem armazenamento, não há como integrar plenamente as renováveis intermitentes', afirmou outro executivo.
Brasil como exemplo, mas com gargalo de mão de obra
O Brasil foi destacado como líder na transição energética devido à sua matriz já limpa. No entanto, a falta de mão de obra qualificada foi apontada como um gargalo crítico para o desenvolvimento de novas tecnologias. 'Precisamos de profissionais capacitados em engenharia, manutenção e inovação para sustentar o avanço', alertou um representante do setor.
Competitividade e pegada de carbono
Os executivos enfatizaram que a descarbonização não pode comprometer a competitividade industrial. 'A transição deve ser gradual e economicamente viável, combinando eficiência energética com fontes limpas', explicaram. O uso de hidrogênio verde e a captura de carbono também foram mencionados como complementos importantes.
Próximos passos e desafios
O evento concluiu que a colaboração entre governo, indústria e academia é fundamental para superar os desafios. Investimentos em pesquisa, infraestrutura e educação são prioritários para garantir que o Brasil mantenha sua posição de destaque na transição energética global.



