O projeto Sergipe Águas Profundas (Seap) foi debatido nesta quarta-feira (29) durante o Sergipe Oil & Gás, evento que reúne diversos setores do mercado de petróleo e gás em Aracaju. O Seap marca o retorno das operações da Petrobras na costa sergipana e promete impactar significativamente o mercado de gás natural no Brasil.
Capacidade de produção e impacto no preço
De acordo com estimativas da Petrobras, o projeto deve colocar Sergipe entre os cinco maiores produtores de petróleo e gás do país, alcançando uma capacidade de extração diária de 240 mil barris de petróleo e 18 milhões de metros cúbicos de gás natural. "Vai ser 20% da produção nacional. Então Sergipe vai contribuir não só com o gás para o país, como também com a redução do preço do gás. Porque só se reduz preço com oferta. Hoje nós somos importadores", disse a diretora executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia dos Anjos.
Cronograma e infraestrutura
Para 2027, está prevista a construção dos gasodutos que integram a infraestrutura do projeto. A exploração em alto-mar tem início previsto para 2030. O Seap contará com duas plataformas e um gasoduto de escoamento para transportar a produção.
Preparação do estado e mão de obra
Segundo o governador Fábio Mitidieri, o objetivo do estado é qualificar a mão de obra e preparar a estrutura local para não depender apenas da arrecadação de royalties, mas fortalecer a economia da região. "Queremos que os sergipanos sejam os principais beneficiados com esse desenvolvimento", afirmou.
Operações onshore e setor privado
Além das atividades em alto-mar, o evento também abordou as operações onshore (em terra) e as iniciativas do setor privado no mercado de energia. O debate destacou a importância de diversificar as fontes de energia e atrair investimentos para o estado.
Com o Seap, a Petrobras não apenas aumenta sua produção, mas também contribui para a segurança energética do Brasil, reduzindo a dependência de importações de gás natural. A expectativa é que o preço do gás caia com o aumento da oferta interna.



