Rússia proíbe exportações de diesel e importará combustível em julho
Rússia proíbe exportações de diesel e importará combustível

O governo russo instituiu, nesta quarta-feira, uma proibição imediata às exportações de diesel e anunciou que começará a importar combustível ainda em julho, como parte de medidas emergenciais para enfrentar a crise generalizada de abastecimento de gasolina e diesel no país. A declaração foi feita pelo vice-primeiro-ministro Alexander Novak durante uma reunião transmitida pela televisão estatal.

Proibição de exportações de diesel

“Hoje, foi introduzida uma proibição às exportações de diesel, e isso permitirá aumentar o abastecimento ao mercado interno”, afirmou Novak. Ele reconheceu que os russos estão preocupados com a escassez nos postos de combustível, que tem gerado filas e reclamações em diversas regiões.

A medida visa redirecionar o diesel produzido localmente para o consumo doméstico, impedindo que seja vendido no exterior enquanto o mercado interno enfrenta dificuldades. A Rússia é um dos maiores exportadores globais de diesel, mas a prioridade agora será garantir o abastecimento interno.

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Importação de combustível como solução de curto prazo

Além da proibição, Novak anunciou que o país iniciará a importação de combustível em julho para complementar a oferta doméstica. A decisão reflete a gravidade da situação, já que a Rússia tradicionalmente é autossuficiente em combustíveis. A importação será coordenada com empresas estatais e privadas, e os volumes ainda não foram divulgados.

Especialistas apontam que a escassez tem causas múltiplas, incluindo manutenção programada em refinarias, aumento da demanda sazonal e problemas logísticos. A proibição de exportações e a importação devem aliviar a pressão no curto prazo, mas analistas alertam que medidas estruturais são necessárias para evitar novas crises.

Impacto no mercado global de diesel

A proibição russa pode afetar o mercado internacional de diesel, já que o país é um grande fornecedor para a Europa e Ásia. No entanto, a medida é temporária e focada em resolver a crise doméstica. Novak não especificou a duração da proibição, mas indicou que será mantida até que o abastecimento interno se normalize.

A decisão ocorre em meio a tensões no setor de energia russo, que também enfrenta sanções ocidentais e desafios de infraestrutura. A população russa tem sentido o impacto direto, com preços elevados e dificuldade para abastecer veículos.

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