Petrobras vê década dos biocombustíveis e mira etanol como parceira
Petrobras vê década dos biocombustíveis e mira etanol

A Petrobras (PETR4) avalia que o mundo atravessa a década dos biocombustíveis, enquanto segue analisando seu retorno ao mercado de etanol por meio de investimento minoritário no setor. Para a empresa, os dez anos a partir de 2036 deverão marcar um período de eletrificação mais acelerada.

Investimentos em transição energética

“Neste primeiro momento, temos um pacote de investimentos para o quinquênio, orientado pelo plano de negócios, da ordem de US$ 13 bilhões em transição energética. Parte significativa desse valor, cerca de US$ 5 bilhões, está concentrada em biocombustíveis”, afirmou William Nozaki, executivo de transição energética da Petrobras, durante painel na Expert XP 2026.

De acordo com o executivo, a empresa já está presente no segmento por meio da subsidiária PBio e vem avançando em projetos-piloto, além de iniciativas de pesquisa e desenvolvimento relacionadas a combustíveis sintéticos.

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Retorno ao etanol

Além disso, a companhia continua observando oportunidades para reingressar no mercado de etanol. A intenção já havia sido anunciada em 2024, mas a Petrobras ainda não definiu um parceiro para seguir com a estratégia.

“A Petrobras tomou a decisão de entrar nesse segmento não com ativo próprio, mas como parceira minoritária relevante em alguma iniciativa que já opere nesse mercado, estimulada fundamentalmente pela Lei do Combustível do Futuro”, afirmou Nozaki. Segundo ele, a legislação estimula e orienta a produção de biocombustíveis.

Alavancas regulatórias

Segundo Nozaki, a discussão sobre o ingresso da Petrobras em etanol e o fortalecimento em biodiesel têm sido orientados por alavancas regulatórias de políticas públicas. “Eu diria que a década de 2026 a 2036 provavelmente será uma década de avanço muito relevante dos biocombustíveis, porque são soluções mais fáceis de incorporar e adaptar, dada a base já instalada de máquinas, motores e equipamentos”, avaliou. “A década seguinte, de 2036 a 2046, deve ter uma eletrificação mais acelerada. Então, a Petrobras está se preparando para esses dois momentos.”

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