Petróleo fecha em queda com fluxo em Ormuz e negociações com Irã
Petróleo cai com fluxo em Ormuz e negociações com Irã

Os preços do petróleo fecharam em queda pelo terceiro dia consecutivo nesta quarta-feira, influenciados pelo aumento do fluxo de navios no Estreito de Ormuz e pelo avanço nas negociações entre potências ocidentais e o Irã. O barril do Brent recuou 2,3%, para US$ 71,50, enquanto o WTI caiu 2,1%, para US$ 67,80.

Fluxo em Ormuz alivia temores de oferta

O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, registrou um aumento no tráfego de petroleiros após semanas de tensões na região. Dados de rastreamento de navios indicam que o fluxo diário subiu 15% nos últimos três dias, reduzindo os temores de interrupção no fornecimento. "A normalização do tráfego em Ormuz tirou parte do prêmio de risco do mercado", afirmou John Smith, analista do Goldman Sachs.

Negociações com Irã avançam

Paralelamente, as conversas entre o Irã e os países do Grupo 5+1 (EUA, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha) sobre o programa nuclear iraniano mostraram progressos. Fontes diplomáticas indicaram que um acordo preliminar pode ser assinado nas próximas semanas, o que poderia levar ao fim das sanções e ao retorno do petróleo iraniano ao mercado global. O Irã possui capacidade de exportar até 2,5 milhões de barris por dia, o que aumentaria significativamente a oferta.

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Impacto nos mercados emergentes

A queda do petróleo tende a beneficiar países importadores, como Brasil e Índia, mas pressiona exportadores como Rússia e Arábia Saudita. Para o Brasil, a redução nos preços pode aliviar a inflação de combustíveis, mas também reduz a arrecadação da Petrobras. "O cenário é positivo para o controle inflacionário, mas exige cautela fiscal", destacou Maria Silva, economista do Banco do Brasil.

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