O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que acionou, neste domingo (7), pela primeira vez, o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição. A medida preventiva solicita que as distribuidoras reduzam a geração de energia para manter o equilíbrio entre oferta e consumo, evitando desligamentos em cascata e instabilidade no fornecimento à população.
Contexto do plano
O plano foi estabelecido no ano passado, após a identificação de risco de colapso no sistema elétrico devido ao excedente de energia renovável produzida, especialmente solar e eólica. A superoferta de energia solar já provocou sobrecarga no sistema, obrigando o desligamento de usinas.
Impacto na geração distribuída
A medida afeta a operação de pequenas hidrelétricas e a mini e microgeração distribuída (MMGD), modalidade em que consumidores geram própria energia e recebem desconto na conta ao injetar o excedente na rede. Essa geração não é controlada pelo ONS, mas impacta a operação do sistema.
Em comunicado, o ONS afirmou: "Para amanhã, o Operador solicitou a redução dos recursos da geração centralizada. Esgotada essa providência, foi necessário colocar em prática o Plano Emergencial, aprovado pela Aneel. O ONS acionou as distribuidoras para reduzirem a geração sob sua área de concessão, pois não possui controle sobre essas fontes."
Origem do plano
Nos dias 4 de maio e 10 de agosto de 2025, o alto percentual de MMGD no Sistema Interligado Nacional (SIN) poderia levar à incapacidade de controle da frequência e tensão, motivando a criação do plano de controle de excedente.



