O Ministério de Minas e Energia (MME) agendou para dezembro dois leilões de reserva de capacidade focados em baterias, com o objetivo de contratar energia firme de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). Ambos os certames têm previsão de início de fornecimento para agosto de 2028.
Detalhes dos leilões
O primeiro leilão, marcado para 2 de dezembro, será restrito a projetos que atendam aos requisitos mínimos de conteúdo local. Já o segundo, em 4 de dezembro, estará aberto a projetos sem qualquer exigência de conteúdo nacional. O cadastramento dos projetos junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ocorrerá entre 15 de junho e 31 de julho de 2026.
Uma medida excepcional adotada pelo MME é a dispensa da apresentação imediata de licença prévia, licença de instalação ou licença de operação para habilitação técnica. O edital definirá o prazo para obtenção do licenciamento ambiental pelos projetos vencedores, o que deve agilizar o cadastramento para o certame.
Impacto para a WEG
O Bradesco BBI avalia que o desenho do leilão é favorável para a WEG (WEGE3), especialmente pela divisão em duas etapas. A primeira rodada, com exigência de conteúdo local, cria um ambiente mais competitivo para fabricantes nacionais, reduzindo a concorrência estrangeira em um mercado com poucos participantes domésticos. Além disso, o acesso a linhas de financiamento mais baratas e dedicadas a soluções localizadas deve melhorar a viabilidade econômica dos projetos e reduzir a diferença de custos em relação aos concorrentes chineses, que devem competir principalmente no segundo leilão.
Estimativas de mercado indicam um potencial de leilão de aproximadamente 8 GW (gigawatts) em capacidade, com investimentos totais de cerca de R$ 8 bilhões. O BBI acredita que a WEG poderá capturar de 20% a 25% dessa oportunidade, gerando receitas de até R$ 2 bilhões com a oferta de soluções integradas. A extensão da duração do contrato para 15 anos também melhora a viabilidade financeira e a atratividade geral do projeto.



