A Nasa iniciou uma missão robótica inédita para salvar o telescópio Swift, que corre risco de desintegração. A operação, que pode durar meses, foi lançada por um pequeno foguete chamado Pegasus e conta com uma nave adaptada pela startup Katalyst. O objetivo é localizar, orbitar e acoplar o telescópio para elevar sua órbita em 300 km, prolongando sua vida útil.
Detalhes da missão
O telescópio Swift, lançado em 2004, é um observatório espacial que estuda explosões de raios gama. Com o tempo, sua órbita vem decaindo, e sem intervenção, o equipamento avaliado em 250 milhões de dólares poderia se desintegrar na atmosfera. A missão, orçada em 30 milhões de dólares, utiliza uma nave robótica desenvolvida pela Katalyst Space Technologies, que foi adaptada para realizar o acoplamento em órbita.
Desafios da operação
A complexidade da missão envolve múltiplas etapas: primeiro, a nave precisa localizar o telescópio em sua órbita atual; em seguida, realizar manobras para se aproximar e finalmente acoplar. Após o acoplamento, a nave usará seus propulsores para elevar a altitude do Swift em aproximadamente 300 km, o que deve estender sua vida operacional por vários anos. Segundo a Nasa, a operação é arriscada e pode levar meses para ser concluída.
Impacto e inovação
Se bem-sucedida, a missão representará um marco na área de reparo e manutenção de satélites em órbita, abrindo caminho para futuras missões de prolongamento da vida útil de equipamentos espaciais. A Katalyst, startup responsável pela nave, destacou que a tecnologia empregada pode ser replicada para outros satélites. "Estamos demonstrando que é possível salvar ativos valiosos no espaço de forma econômica", afirmou um porta-voz da empresa.



