As autoridades mexicanas confirmaram o assassinato da jornalista Roxana Guzmán Ramírez, que havia sido sequestrada em 2 de junho no estado de Veracruz. Seus restos mortais foram encontrados em uma fazenda na região, e oito indivíduos foram presos, incluindo policiais locais.
Detalhes do crime
Roxana Guzmán, proprietária do portal de notícias Pulso Informativo Nanchiteco, foi sequestrada no início de junho. Após um mês de buscas, as autoridades localizaram seus restos mortais em uma propriedade rural. Oito pessoas foram detidas em conexão com o crime, entre elas agentes da polícia municipal, segundo informações da Procuradoria-Geral de Justiça de Veracruz.
Contexto de violência contra jornalistas
A jornalista já havia solicitado proteção às autoridades devido a ameaças recebidas anteriormente. Este é o terceiro assassinato de um jornalista na região de Veracruz apenas neste ano, destacando a grave situação de violência contra profissionais da imprensa no México. De acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras, o México é um dos países mais perigosos para jornalistas no mundo.
Em nota oficial, o governo de Veracruz afirmou que as investigações continuam para esclarecer a motivação do crime e identificar possíveis mandantes. “Não toleraremos ataques à liberdade de imprensa”, declarou o porta-voz da Secretaria de Segurança Pública estadual.
Reações e medidas
A Federação Internacional de Jornalistas condenou veementemente o assassinato e pediu justiça. Organizações de direitos humanos locais também se manifestaram, cobrando ações efetivas do governo federal para proteger jornalistas. O presidente mexicano, em coletiva de imprensa, prometeu reforçar as medidas de segurança para profissionais da comunicação.
Os oito presos aguardam audiência de custódia enquanto a polícia científica realiza perícias nos restos mortais e no local do crime. A comunidade jornalística mexicana realiza protestos em várias cidades, exigindo o fim da impunidade.



