Julho começa com chuva forte no Sul e nova massa de ar polar
Julho começa com chuva forte no Sul e massa de ar polar

O mês de julho começa nesta quarta-feira (1º) com chuva forte e risco de temporais no Sul do Brasil, tempo seco em grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste e expectativa de uma nova queda das temperaturas nos próximos dias. Uma massa de ar polar deve avançar pelo Centro-Sul entre quinta-feira (2) e sexta-feira (3), levando frio mais intenso principalmente ao Rio Grande do Sul e a Santa Catarina, onde os termômetros podem ficar abaixo de 0°C nas áreas mais elevadas.

Frio intenso e geada no Sul

De acordo com a Climatempo, esse novo pulso de ar frio não deve provocar uma onda de frio como a registrada na segunda metade de junho, mas será suficiente para deixar as madrugadas geladas e reduzir as temperaturas durante as tardes em parte do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Também há risco de geada ampla e possibilidade de chuva congelada em trechos das serras gaúcha e catarinense.

A mudança no tempo será sentida primeiro no Sul. Nesta quarta-feira, áreas de instabilidade continuam espalhando chuva pelo oeste, sul e sudoeste do Paraná, por grande parte de Santa Catarina e pelo norte e litoral do Rio Grande do Sul. As pancadas podem ser fortes e acompanhadas de raios, rajadas de vento e volumes elevados em pouco tempo. Os maiores acumulados são esperados no sul de Santa Catarina e no norte e noroeste do Rio Grande do Sul.

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Formação de baixa pressão reforça temporais

A formação de uma área de baixa pressão entre o Paraguai e o norte da Argentina deve reforçar a chuva ao longo do dia e manter o risco de temporais até a noite. A temperatura já permanece baixa em algumas áreas serranas, mas o frio deve aumentar entre quinta e sexta-feira. No Rio Grande do Sul, há possibilidade de marcas negativas durante a madrugada e o começo da manhã de sexta na Campanha, na Fronteira Oeste, na Serra, no Planalto e nos Campos de Cima da Serra. Pontos elevados de Santa Catarina também podem registrar temperaturas abaixo de 0°C.

Entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira, a combinação de umidade e frio intenso pode provocar chuva congelada de forma isolada nas serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O fenômeno ocorre quando a precipitação atravessa uma camada de ar muito frio e chega ao solo parcialmente congelada. A sexta-feira também deve começar com geada em grande parte do Rio Grande do Sul e nas áreas mais altas de Santa Catarina.

Limitação da massa polar

Apesar do frio, o centro da massa polar deve permanecer entre a Argentina e o Uruguai antes de seguir em direção ao oceano, o que limita o alcance e a duração das temperaturas mais baixas no Brasil.

Previsão para julho

De forma geral, julho deve ser marcado pela passagem de diferentes frentes frias pelo Brasil. Pelo menos dois sistemas mais fortes e de grande alcance podem espalhar chuva e provocar quedas de temperatura pelo interior do país, ainda segundo a Climatempo. Uma dessas frentes frias é esperada para o começo da segunda metade do mês e pode levar chuva e ar mais frio até o Distrito Federal, o norte de Minas Gerais e a Bahia. Também há possibilidade de friagem em Rondônia, no Acre e no sul do Amazonas no início e em meados de julho.

A tendência é de chuva acima da média em grande parte do Sul, especialmente no oeste e no sul do Paraná, no centro-oeste de Santa Catarina e no noroeste do Rio Grande do Sul. A previsão indica mais episódios de chuva intensa e volumosa do que os registrados em junho, além de novas formações de ciclones extratropicais entre o Sul do Brasil, a Argentina e o Paraguai.

Chuva acima da média em outras regiões

Mato Grosso do Sul e áreas do oeste, centro, sul e leste de São Paulo também podem receber mais chuva do que normalmente ocorre nesta época do ano. O mesmo vale para pontos do sul de Minas Gerais, da Zona da Mata mineira e do centro-sul do Rio de Janeiro, embora os episódios devam ser menos frequentes e menos abrangentes do que os observados em junho. O contraste entre o calor predominante no Norte e a passagem de frentes frias pelo interior deve favorecer chuva acima da média em Rondônia, no Acre e no sul do Amazonas.

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Na costa leste do Nordeste e no extremo norte do país, a previsão aponta menos chuva do que o habitual para julho. Essa tendência abrange áreas do norte do Pará, do Amapá, do norte do Amazonas e de Roraima. Mesmo com volumes mensais menores, ainda podem ocorrer episódios isolados de chuva forte.

Temperaturas abaixo da média no Sul e Sudeste

As temperaturas médias devem ficar um pouco abaixo do normal em grande parte do Sul, no centro-sul e no leste de Mato Grosso do Sul e em áreas do oeste, centro, sul e leste de São Paulo. A presença frequente de ar polar, chuva e muitas nuvens deve limitar o aquecimento nessas regiões. No restante do país, julho também terá períodos de temperaturas acima da média. A previsão aponta possibilidade de picos de calor mais fortes no fim do mês no Norte, no Centro-Oeste, no interior do Nordeste e em parte do Sudeste. As temperaturas mais elevadas podem atingir principalmente o Distrito Federal e áreas de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Tocantins e do interior nordestino.