Impasse dos posteiros pode encarecer conta de luz em R$ 2 bi por ano, diz Abradee
Impasse dos posteiros pode encarecer conta de luz em R$ 2 bi

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) alerta que o impasse envolvendo os chamados 'posteiros' pode resultar em um aumento de até R$ 2 bilhões por ano na conta de luz dos brasileiros. O conflito gira em torno da ocupação dos postes de energia por empresas de telecomunicações e outros serviços, que utilizam a infraestrutura sem pagar adequadamente pelo uso.

O que está em jogo?

Os postes são de propriedade das distribuidoras de energia, mas são compartilhados com empresas de TV a cabo, internet e telefonia. Atualmente, há uma disputa sobre a cobrança pelo uso desses espaços. A Abradee defende que as taxas cobradas são justas e necessárias para cobrir os custos de manutenção e segurança. Por outro lado, as empresas de telecomunicações argumentam que os valores são abusivos e buscam redução na Justiça.

Impacto para o consumidor

Segundo a Abradee, se o impasse não for resolvido, o custo adicional será repassado para as tarifas de energia, gerando um aumento de aproximadamente R$ 2 bilhões por ano. Isso representa um peso extra no orçamento das famílias e das empresas, em um momento de recuperação econômica.

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Posição das partes

As distribuidoras de energia afirmam que o compartilhamento dos postes é um serviço que deve ser remunerado de forma justa, garantindo a segurança e a qualidade do fornecimento. Já as empresas de telecomunicações consideram que a cobrança atual é desproporcional e pedem uma regulação mais clara por parte da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Possíveis soluções

A Abradee sugere a criação de um modelo de precificação transparente e baseado em custos reais, além de maior fiscalização para evitar o uso irregular dos postes. A entidade também defende que a Aneel atue como mediadora do conflito, estabelecendo regras definitivas para o compartilhamento da infraestrutura.

Enquanto isso, o consumidor fica no meio do fogo cruzado, aguardando uma solução que evite novos aumentos na conta de luz. A expectativa é que o debate avance nos próximos meses, com a participação de todos os envolvidos.

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