Entidades do setor automotivo manifestaram preocupação com a decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de elevar o percentual de etanol anidro na gasolina de 27% para 30%. Segundo as organizações, a medida pode afetar cerca de 15% da frota de veículos leves em circulação no país, que não são dotados de motores flex fuel.
Impacto na frota de veículos
De acordo com as entidades, os carros sem tecnologia flex fuel podem sofrer danos mecânicos ou perda de desempenho com o aumento da mistura. “Estamos falando de aproximadamente 15% dos veículos leves, que não foram projetados para operar com esse teor de etanol”, alertou um representante do setor.
O CNPE, por sua vez, justifica a medida como uma forma de reduzir a dependência de importações de gasolina. Segundo o órgão, a atualização do percentual permitirá que o país deixe de importar 900 milhões de litros de gasolina por ano, gerando economia de divisas e estímulo à produção nacional de etanol.
Posição das entidades
As entidades pedem mais estudos sobre os impactos técnicos e econômicos antes da implementação. “Não somos contra o etanol, mas é preciso garantir que a transição não prejudique os consumidores”, afirmaram em nota conjunta.



