BTG assume controle de três SPEs do Complexo Solar Santa Luzia na PB
BTG assume controle de SPEs do Complexo Solar Santa Luzia

O BTG Pactual assumiu o controle de três sociedades de propósito específico (SPEs) do Complexo Solar Santa Luzia, localizado na Paraíba, após executar garantias vinculadas a uma operação de crédito. As SPEs Santa Luzia 5, 7 e 9, que somam 150 megawatts (MW) de capacidade instalada, passaram a ser integralmente controladas pelo banco. A medida insere-se no processo de reestruturação do grupo Rio Alto, controlador do complexo, que enfrenta dificuldades financeiras e busca reequilibrar suas dívidas.

Detalhes da operação

O Complexo Solar Santa Luzia tem capacidade total projetada de 2,4 gigawatts (GW), dos quais 150 MW foram transferidos ao BTG. A operação envolveu a execução de garantias de uma operação de crédito anteriormente concedida pelo banco ao grupo Rio Alto. Com a transferência, o BTG passa a deter 100% das ações das três SPEs, podendo futuramente aliená-las ou integrá-las a seu portfólio de ativos.

Contexto financeiro da Rio Alto

A Rio Alto, grupo atuante no setor de energia renovável, vem enfrentando dificuldades financeiras nos últimos meses, agravadas por atrasos em obras e custos de financiamento elevados. A reestruturação em curso envolve a negociação com credores e a venda de ativos para reduzir o endividamento. Segundo fontes próximas à empresa, a transferência das SPEs ao BTG faz parte de um acordo mais amplo para reequilibrar as contas do grupo. “A operação com o BTG é um passo importante para a reestruturação financeira da Rio Alto, permitindo que a empresa foque em seus demais projetos”, afirmou uma fonte que preferiu não se identificar.

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Impactos no setor de energia solar

A transação reflete a tendência de bancos assumirem ativos de energia renovável em meio a dificuldades de empresas do setor. O Complexo Santa Luzia é um dos maiores projetos de energia solar da Paraíba e sua capacidade total de 2,4 GW representa um investimento significativo em geração limpa. A entrada do BTG como controlador de parte do complexo pode acelerar a conclusão das obras e a operação comercial das usinas.

Próximos passos

O BTG ainda não divulgou seus planos para as SPEs recém-adquiridas, mas especialistas apontam que o banco pode buscar um novo parceiro estratégico ou vender os ativos no mercado secundário. A Rio Alto, por sua vez, segue negociando com outros credores para reestruturar o restante de suas dívidas. A expectativa é que a empresa anuncie nos próximos meses um plano de recuperação extrajudicial ou judicial, dependendo do avanço das conversas.

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