Manhuaçu investiga dois suspeitos de febre maculosa; vítimas têm 49 e 61 anos
Manhuaçu investiga dois suspeitos de febre maculosa

Dois homens morreram com suspeita de febre maculosa em Manhuaçu, na Zona da Mata mineira. As vítimas tinham 49 e 61 anos e possuíam o mesmo vínculo epidemiológico, conforme a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Os óbitos estão sendo investigados pelo município, com apoio da Unidade Regional de Saúde de Manhuaçu. A SES-MG informou que os dois casos seguem em investigação para confirmação da causa das mortes e que continua monitorando a situação epidemiológica em todo o estado, mantendo as ações de vigilância e prevenção previstas.

Casos na região Leste de Minas

A suspeita de novos casos ocorre em meio ao registro de ocorrências da doença na região Leste de Minas. Em Mutum, a SES-MG já confirmou uma morte por febre maculosa e outro caso da doença neste ano. Além disso, um morador de Córrego Novo também morreu em decorrência da infecção.

Saiba mais sobre a doença

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, a febre maculosa ocorre em todo o território mineiro, com maior concentração nas macrorregiões Centro, Vale do Aço, Leste e Leste do Sul. Embora casos possam ser registrados durante todo o ano, o período de maior ocorrência vai de abril a outubro, durante a estação seca. Historicamente, a doença atinge principalmente homens entre 41 e 60 anos. A taxa média de letalidade em Minas Gerais é de aproximadamente 30%, segundo a SES-MG.

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Como prevenir a febre maculosa

A principal forma de prevenção é evitar o contato com o carrapato-estrela (Amblyomma), transmissor da doença. Ao frequentar áreas com presença de capivaras, cavalos, cães, pastagens, margens de lagoas e reservas ecológicas, a orientação é:

  • usar repelentes à base de icaridina;
  • vestir roupas claras, de mangas compridas, calças e calçados fechados;
  • examinar o corpo com frequência para identificar carrapatos;
  • retirar o carrapato com uma pinça, sem esmagá-lo;
  • manter terrenos e pastagens limpos e utilizar carrapaticidas em animais, conforme orientação veterinária.

A SES-MG informou que segue monitorando os casos semanalmente e que, até o momento, o número de notificações permanece dentro do esperado para o período.

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