A Copa do Mundo de 2026 entrou para a história de forma negativa no que diz respeito às cobranças de pênalti. Com apenas 65% de aproveitamento, considerando tanto pênaltis durante o jogo quanto nas disputas por decisão, o torneio registra o pior índice desde que os dados começaram a ser compilados de forma sistemática, segundo a Opta. A marca supera o recorde anterior de 1966, quando a taxa foi de 67%.
Erros de estrelas derrubam média
Grandes nomes do futebol mundial contribuíram para esse desempenho fraco. O francês Kylian Mbappé desperdiçou uma cobrança contra o Marrocos nas quartas de final, no Boston Stadium, em Foxborough, no dia 9 de julho de 2026. Aos 35 minutos do segundo tempo, o atacante chutou por cima do gol, frustrando a torcida francesa.
Lionel Messi, da Argentina, também errou dois pênaltis nesta edição, algo inédito em sua carreira em Copas. Já Bruno Guimarães, do Brasil, falhou em uma cobrança crucial na fase de grupos. Segundo a Opta, desde 1966 não se via uma concentração tão alta de erros de jogadores de elite em um mesmo Mundial.
Fatores explicam a tendência
Especialistas apontam que a pressão psicológica e a evolução dos goleiros são fatores determinantes. “Os goleiros estudam mais os batedores, e a tecnologia de análise de dados permite antecipar padrões”, afirmou o analista de desempenho Carlos Mendes. Além disso, o preparo físico e a agilidade dos arqueiros aumentaram significativamente nas últimas décadas.
O aproveitamento de 65% inclui todas as cobranças: 38 pênaltis convertidos em 58 tentativas até as quartas de final. Nas disputas por pênaltis, o índice cai para 60%, com 12 acertos em 20 cobranças. A média histórica em Copas é de 75%.
Impacto nos jogos
Os erros de pênalti têm influenciado diretamente o resultado das partidas. A França, por exemplo, viu sua chance de classificação diminuir após o erro de Mbappé, embora tenha vencido o Marrocos por 2 a 1 no tempo normal. Já a Argentina quase foi eliminada nas oitavas de final após Messi perder uma cobrança, mas se recuperou nos pênaltis.
“A Copa de 2026 está mostrando que ninguém está imune ao erro. Até os melhores jogadores do mundo podem falhar sob pressão”, comentou o comentarista esportivo João Pedro Silva. A tendência, segundo analistas, é que as equipes invistam ainda mais em treinamento específico de pênaltis para as próximas competições.



