A Bacia de Campos apresentou um crescimento de 10,9% na produção de petróleo e gás em 2025 na comparação com o ano anterior, respondendo por 20% da produção nacional no período. Apesar do avanço, o nível de produção ainda é historicamente baixo, configurando a terceira menor média dos últimos 25 anos, de acordo com análise do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), com foco na região Norte Fluminense.
A produção média alcançou 828,6 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em 2025, sendo 80% oriunda de poços do pós-sal brasileiro. Esse volume ficou abaixo do patamar de 1 milhão de boe/d registrado no início dos anos 2000 e muito distante do pico histórico de 1,94 milhão de boe/d em 2011.
Redução de investimentos é a principal causa
Segundo o Ineep, embora o amadurecimento natural dos campos seja um fator relevante, a intensidade da retração está diretamente associada à redução dos investimentos em exploração e produção (E&P) e em atividades exploratórias. A análise utilizou dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Perfuração de poços exploratórios
Em 2025, foram perfurados seis poços exploratórios na Bacia de Campos, o que representa 32% do total perfurado no país e 60% dos poços perfurados em ambiente offshore. Esse número reflete a retração nas atividades exploratórias na região.
Em dezembro de 2025, a Bacia de Campos contava com 39 plataformas em operação, das quais 18 eram do tipo flutuante (FPSO). As estruturas não fixas foram responsáveis por 66,1% da produção na região.
Principais operadoras
As principais operadoras da bacia no último ano foram Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3), Shell, Trident Energy, Brava Energia (BRAV3) e Perenco. A Petrobras, na condição de operadora, foi responsável por 70,4% da produção no período, equivalente a 583,3 mil boe/d.
A produção da estatal na bacia avançou 21,4% em base anual. Por outro lado, as demais petroleiras registraram o terceiro ano consecutivo de queda na produção, que recuou de 338 mil boe/d em 2023 para 299 mil boe/d em 2025.



