Acordo com Eneva deve se tornar referência para outras termelétricas, diz secretário
Acordo com Eneva será referência para termelétricas

O acordo consensual que o Ministério de Minas e Energia está avaliando junto à Eneva para reduzir a inflexibilidade de usinas termelétricas pode se tornar um 'benchmark' para o setor, afirmou o secretário de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho, nesta quinta-feira. A declaração foi feita durante evento realizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que está mediando a solução consensual entre o governo e a empresa.

Propostas similares de outras empresas

“A gente já tem proposta de outras empresas com condições similares, de contratos com alta inflexibilidade, buscando aí um ganho também”, disse Cascalho. A intenção do governo é permitir que um grupo de usinas da Eneva se torne mais flexível, sendo acionadas apenas quando o sistema elétrico realmente precisar. Isso ajudará a reduzir os cortes de geração renovável ocorridos por sobreoferta de energia.

Busca por um 'ganha-ganha'

O secretário ressaltou que o governo está buscando um “ganha-ganha” no acordo. “Do ponto de vista de interesse público, o que nós queremos é uma solução que seja neutra para o consumidor”, acrescentou. A expectativa é que o modelo sirva de referência para contratos similares, promovendo maior eficiência no sistema elétrico nacional.

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Atualmente, as usinas termelétricas da Eneva possuem alta inflexibilidade, ou seja, são obrigadas a gerar energia mesmo quando não há demanda, o que provoca o desligamento de fontes renováveis, como eólica e solar. Com o acordo, essas usinas poderão ser desligadas quando houver excedente de energia limpa, evitando desperdícios e reduzindo custos para o consumidor.

Impacto no setor elétrico

O modelo proposto pode representar uma economia significativa para o sistema interligado nacional. Segundo especialistas, a flexibilização das termelétricas é uma das medidas mais eficazes para integrar fontes renováveis de forma sustentável. O TCU, que atua como mediador, tem papel crucial para garantir que a solução atenda aos interesses públicos e privados.

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