Vivo acelera venda de cabos de cobre e imóveis para focar em fibra óptica
Vivo acelera venda de cabos de cobre e imóveis

A Vivo, operadora de telecomunicações do grupo Telefônica, anunciou nesta quarta-feira (28) a intenção de acelerar a venda de cabos de cobre e imóveis não estratégicos. A medida faz parte de um plano de reestruturação patrimonial que visa liberar recursos para investimentos em fibra óptica e redução do endividamento.

Estratégia de desinvestimento

De acordo com a empresa, o programa de venda de ativos prevê a alienação de aproximadamente 2.500 toneladas de cabos de cobre e mais de 300 imóveis, entre terrenos, edifícios e centrais de atendimento. O valor total estimado dos ativos é de cerca de R$ 2 bilhões. “Estamos focados em simplificar nossa estrutura de capital e direcionar investimentos para tecnologias de maior retorno, como a fibra óptica até a casa (FTTH)”, afirmou o diretor financeiro da Vivo, Carlos Eduardo Silva, em teleconferência com analistas.

Os cabos de cobre, que antes eram utilizados na rede de telefonia fixa, estão sendo gradualmente substituídos por fibras ópticas. A venda do material metálico deve gerar receita imediata e reduzir custos com manutenção.

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Impacto financeiro e operacional

A Vivo espera concluir as vendas até o final de 2027. A operadora projeta que a alienação dos ativos contribuirá para uma redução de 12% na dívida líquida, que atualmente gira em torno de R$ 15 bilhões. Além disso, o caixa gerado permitirá acelerar a expansão da rede de fibra, que já atinge 12 milhões de domicílios e deve chegar a 18 milhões em dois anos.

Segundo analistas do setor, a estratégia é bem-vinda. “A Vivo está transformando ativos obsoletos em combustível para o crescimento em banda larga, que é o segmento mais rentável”, comentou Patrícia Lopes, analista da XP Investimentos.

Próximos passos

A empresa já contratou consultorias para auxiliar na avaliação e comercialização dos imóveis. A venda será feita em lotes, com prioridade para compradores interessados em reutilização comercial ou residencial. Já os cabos de cobre serão leiloados em plataformas digitais, com expectativa de alta demanda devido ao preço do metal no mercado internacional.

A Vivo também estuda a possibilidade de vender torres de telecomunicações, mas esse processo ainda está em fase inicial. “Estamos abertos a oportunidades que gerem valor para o acionista, mas sem comprometer a qualidade do serviço”, garantiu o executivo.

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