Viih Tube e Eliezer pagarão R$ 350 mil por reality com empregados
Viih Tube e Eliezer pagarão R$ 350 mil por reality

A influenciadora Viih Tube anunciou que transformará a polêmica envolvendo o reality show 'As Patroas' em uma 'limonada' após firmar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT). O acordo, que encerra a investigação sobre possíveis violações trabalhistas, obriga o casal a pagar R$ 350 mil por dano moral coletivo e a retirar do ar conteúdos considerados irregulares em até 48 horas.

Acordo com o MPT e compromissos assumidos

Em vídeos publicados nos stories do Instagram, Viih Tube explicou que o acordo foi firmado após negociações com o MPT. Como parte do TAC, o casal se comprometeu a encerrar o reality 'As Patroas', que exibia empregados domésticos da residência em competições e desafios. Além da indenização, deverão produzir três vídeos educativos sobre direitos dos empregados domésticos. 'Vamos fazer do limão uma limonada dessa situação com o MPT, para realmente instruir pessoas sobre os direitos e deveres de cada colaborador que você tem aí na sua casa, principalmente as domésticas', afirmou.

Desculpas e entendimento das críticas

Viih Tube pediu desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas com o conteúdo do programa. 'Quero muito pedir desculpas para vocês que se sentiram ofendidos. A gente entende todos os questionamentos, todas as denúncias, tudo que todo mundo falou', disse. Ela reconheceu que, apesar de os funcionários terem conhecimento da dinâmica e de haver contratos e roteiros, a exposição gerou questionamentos sobre a normalização de situações envolvendo trabalhadores domésticos. 'Mesmo que foi combinado, roteirizado, enfim, tudo isso vocês já sabem, mas não tira o fato de que nós influenciamos pessoas. A gente tem uma audiência altíssima que não pode normalizar a situação que a gente colocou elas', completou.

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Detalhes do reality e investigação do MPT

O reality 'As Patroas' colocava 11 empregados domésticos do casal em uma competição com provas e desafios, oferecendo prêmios como dinheiro e redução da jornada de trabalho. Uma das provas exigia que os participantes procurassem moedas de plástico dentro de vasos sanitários e lixeiras, o que foi considerado humilhante pelo MPT. Para o órgão, a exposição pública dos trabalhadores e o uso comercial de suas imagens levantaram suspeitas de violações a direitos trabalhistas.

Cláusulas do TAC e penalidades

Pelo TAC, os influenciadores se comprometeram a: não produzir ou divulgar conteúdos que exponham empregados a situações humilhantes; não exigir ou incentivar participação de funcionários em realities; garantir que futuras participações sejam voluntárias e formalizadas por escrito; e não praticar retaliações contra empregados que recusem convites ou denunciem irregularidades. Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 50 mil por cláusula violada, além de R$ 5 mil por trabalhador prejudicado.

Destinação da indenização e restrições futuras

O valor de R$ 350 mil não será repassado às funcionárias envolvidas, mas sim a um fundo público, como o Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD), que financia projetos de interesse coletivo. Viih Tube esclareceu dúvidas dos seguidores: 'E a pergunta que vocês mais me fizeram hoje foi se o dinheiro que vamos pagar pelos danos morais coletivos vai para as meninas aqui de casa. E não gente, não vai'. Além disso, o casal não poderá mais gravar ou publicar conteúdos mostrando a rotina com as empregadas domésticas. 'Não poderemos mais mostrar/gravar nossa rotina com elas, como um dos ajustes de conduta. Sei que amavam acompanhar e dávamos muitas risadas, mas preferi avisar para que não achassem que a gente que não quer mais gravar algo com elas', afirmou. Segundo ela, as funcionárias continuam bem e entenderam a decisão, embora tenham ficado tristes com o encerramento do reality.

Contexto e repercussão

O g1 procurou os influenciadores Viih Tube e Eliezer, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. O caso gerou ampla repercussão nas redes sociais, com críticas à exposição de trabalhadores domésticos em situações degradantes. O MPT destacou que a investigação foi encerrada com o acordo, mas que continuará monitorando o cumprimento das cláusulas.

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