A Vale (VALE3) divulgou seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2026 nesta quinta-feira (30), após o fechamento do mercado. A mineradora registrou lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 1,37 bilhão, uma queda de 35% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O valor ficou abaixo da projeção do consenso LSEG, que esperava um lucro de US$ 1,84 bilhão.
Lucro líquido abaixo das expectativas
O lucro líquido reportado de US$ 1,4 bilhão (incluindo participações de não controladores) também ficou aquém do consenso LSEG de US$ 1,8 bilhão. A receita líquida de vendas atingiu US$ 10,5 bilhões, em linha com a estimativa de US$ 10,5 bilhões do mercado. O EBITDA ajustado foi de US$ 3,7 bilhões, abaixo do consenso de US$ 3,8 bilhões.
EBITDA ajustado e Proforma
O EBITDA ajustado, que mede a geração de caixa operacional, ficou em US$ 3,67 bilhões, com alta de 9% na comparação anual, mas leve recuo de 4% ante o trimestre anterior. A projeção da LSEG era de US$ 3,8 bilhões. Já na modalidade Proforma, que exclui despesas relacionadas aos acordos de Brumadinho e à descaracterização de barragens, o EBITDA alcançou US$ 4,06 bilhões, um avanço anual de 19% e trimestral de 4%. A margem EBITDA Proforma manteve-se estável em 39%.
Receita e custos operacionais
A receita líquida de US$ 10,5 bilhões ficou em linha com as expectativas. No entanto, a empresa destacou que o trimestre foi impactado por maiores custos e despesas. Segundo a companhia no comunicado de resultados, “o trimestre também foi impactado por maiores custos e despesas, refletindo o aumento das atividades de concentração de minério de ferro, a suspensão das operações nas unidades de Fábrica e Viga, e a manutenção bienal programada nas instalações downstream de Sudbury”. Esses fatores pressionaram as margens e contribuíram para o lucro abaixo do esperado.
Contexto e perspectivas
Os resultados refletem um ambiente de custos mais elevados e desafios operacionais, incluindo paradas programadas e suspensões temporárias. A Vale continua a lidar com os desdobramentos dos acordos de Brumadinho, que afetam as demonstrações financeiras. Apesar da queda no lucro líquido, a geração de caixa operacional medida pelo EBITDA Proforma mostrou crescimento robusto, indicando que a operação central da mineradora mantém-se resiliente. O mercado agora aguarda a teleconferência de resultados para mais detalhes sobre as perspectivas para o segundo semestre.



