A USA Rare Earth deu um passo significativo na produção de terras raras recicladas, com a inauguração de uma nova planta nos Estados Unidos. A instalação, localizada no Texas, tem capacidade inicial para processar 500 toneladas de resíduos magnéticos por ano, com planos de expandir para 1.000 toneladas até 2027. O movimento visa reduzir a dependência dos EUA da China, que domina cerca de 60% da produção global de terras raras.
Detalhes do projeto e tecnologia empregada
A planta utiliza um processo patenteado de reciclagem que extrai terras raras como neodímio, praseodímio e disprósio de ímãs descartados, usados em turbinas eólicas, veículos elétricos e eletrônicos. Segundo a empresa, o método é mais eficiente e menos poluente que a mineração tradicional. "Estamos transformando resíduos em recursos estratégicos", afirmou o CEO da USA Rare Earth, Tom Schneberger, em comunicado à imprensa.
Impacto econômico e geopolítico
A iniciativa ganha relevância em meio à corrida global por independência no fornecimento de minerais críticos. Os EUA importam atualmente mais de 80% de suas terras raras da China. A produção reciclada pode suprir até 10% da demanda doméstica até 2030, de acordo com estimativas do Departamento de Energia dos EUA. Além disso, a planta criará 120 empregos diretos na região de Houston.
Próximos passos da empresa
A USA Rare Earth planeja expandir a capacidade para 2.000 toneladas anuais até 2029 e já negocia contratos com fabricantes de veículos elétricos e aerogeradores. A empresa também estuda parcerias com o governo americano para financiamento adicional via Lei de Redução da Inflação (IRA).



