Turbi fatura R$ 392 milhões em 2025 com aluguel de carros por hora
Turbi fatura R$ 392 mi em 2025 com aluguel por hora

A Turbi, startup de aluguel de carros por hora, faturou R$ 392 milhões em 2025, um crescimento de 45% em relação a 2024. A empresa, que opera com frota própria de 7 mil veículos, alcançou margem EBITDA de 55% na unidade de locação (RAC), ante 22% no ano anterior.

Modelo de negócio: desacoplando o tempo

Fundada por Daniel Prado e Diego Lira, a Turbi nasceu da percepção de que o mercado de locação tradicional era engessado, exigindo diárias completas e papelada. A solução foi permitir o aluguel fracionado por horas, totalmente digital. "O grande mérito foi perceber que existia um elo analógico e desgastante", diz Daniel.

A teoria do decoupling, do brasileiro Thales Teixeira, ex-professor de Harvard, embasa a estratégia: disrupção vem de mudanças no comportamento do consumidor, não necessariamente de novas tecnologias. A Turbi desacoplou o tempo de uso do carro da obrigatoriedade de diárias.

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Resultados financeiros e operacionais

Em 2025, a Turbi ativou cerca de 3.500 novos carros, elevando a frota para 7 mil veículos. A taxa média de utilização (UTR) foi de 71,6%. A empresa alcançou selo RA1000, nota 8,9 no Reclame Aqui e NPS de 68.

Para financiar a expansão, a Turbi captou R$ 188 milhões em debêntures no primeiro trimestre, seguido de aumento de capital de R$ 80 milhões em julho. No terceiro trimestre, levantou R$ 156 milhões com o Itaú, a maior captação bancária de sua história. O ano foi encerrado com novas linhas de crédito com Santander, C6 e Banco Rendimento.

Vertical de seminovos e planos futuros

A Turbi Seminovos vendeu 1.784 veículos em 2025, alta de 39%, com preço médio de R$ 93,9 mil. A empresa planeja dobrar o número de lojas em 2026. Para 2026, a meta é captar R$ 750 milhões para expandir a frota para 12 mil veículos e entrar em capitais fora de São Paulo. Eduardo Portelada, Diretor de RI, afirma que o crescimento concilia dívida e equity com disciplina financeira.

Tecnologia e inovação

A Turbi utiliza IoT, telemetria e inteligência artificial para monitorar a frota, prever demanda e identificar danos por fotos enviadas pelos clientes. A empresa também lançou a Trato, braço de financiamento veicular que usa dados de telemetria para avaliar crédito. Entre as inovações em desenvolvimento estão sistemas de IA para detecção autônoma de danos e pontos de retirada com reconhecimento facial.

"A Turbi não inventou a roda, nem os automóveis, nem o conceito de alugá-los. O grande mérito foi isolar uma dor e desacoplar o tempo", conclui Daniel Prado.

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