A Stanley Black & Decker registrou lucro líquido de US$ 1,2 bilhão no segundo trimestre de 2026, um avanço de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior, superando as expectativas do mercado. O resultado foi impulsionado pela forte demanda por ferramentas elétricas e equipamentos industriais, especialmente nos mercados da América do Norte e Ásia-Pacífico.
Desempenho financeiro supera consenso
A receita líquida atingiu US$ 9,8 bilhões, alta de 12% na comparação anual, enquanto o lucro por ação ajustado ficou em US$ 3,45, contra US$ 2,70 no segundo trimestre de 2025. A margem operacional subiu para 15,8%, ante 13,9% no mesmo período do ano passado.
O presidente-executivo da companhia, Donald Allan Jr., atribuiu o desempenho à execução da estratégia de inovação e eficiência operacional. "Nosso foco em produtos de alto valor agregado e na transformação digital está gerando resultados consistentes", afirmou em nota.
Revisão do guidance anual
Com base no desempenho do primeiro semestre, a administração elevou a projeção de lucro por ação ajustado para o ano fiscal de 2026 para a faixa de US$ 11,85 a US$ 12,15, ante estimativa anterior de US$ 11,20 a US$ 11,60. A receita total deve crescer entre 8% e 10%, contra projeção anterior de 6% a 8%.
"A demanda resiliente em nossos segmentos de consumidores e profissionais, combinada com ganhos de produtividade, nos dá confiança para revisar as metas para cima", explicou o CFO, John Wyatt.
Segmentos em destaque
A divisão de ferramentas elétricas e acessórios (Tools & Storage) registrou receita de US$ 7,2 bilhões no trimestre, alta de 11% ano a ano, com crescimento de dois dígitos em todas as regiões. Já a unidade de segurança industrial (Security) teve receita de US$ 2,6 bilhões, avanço de 14%, beneficiada por contratos governamentais e de infraestrutura.
No acumulado do semestre, o lucro líquido totalizou US$ 2,3 bilhões, 25% superior ao mesmo período de 2025.
Perspectivas para o segundo semestre
A companhia espera que o ritmo de crescimento se mantenha no segundo semestre, apesar de desafios como inflação de insumos e volatilidade cambial. A empresa investiu US$ 400 milhões em P&D no primeiro semestre, com foco em eletrificação e conectividade de ferramentas.
"Estamos bem posicionados para capturar oportunidades de crescimento orgânico e inorgânico", concluiu Allan Jr.



